domingo, 19 de novembro de 2017

Vamos falar (de novo) de arbitragem em Santa Catarina



Na tarde deste sábado, o questionado Héber Roberto Lopes cometeu um erro crasso, sem explicação, e que causou um pedido de desculpa. Só ele viu irregularidade no gol do Goiás sobre o Inter, que abriria o placar no Serra Dourada. Ele anulou. Logo depois o Inter faria 1 a 0. Não havia desculpa.

Nem o assistente assinalou nada. Responsabilidade dele. Árbitro da Federação Catarinense. Importado do Paraná pelo ex-presidente, que se vangloriava de ter "arbitragem internacional". Enquanto isso, nomes promissores do Estado desistiram de seguir em frente na carreira de árbitro, por causa das poucas chances. Um deles teve que ir pra Tocantins e está apitando jogos do Brasileirão.

Fiquei estarrecido ao ler uma entrevista do atual presidente da FCF, Rubens Angelotti, ao amigo Polidoro Junior. Sandro Meira Ricci, que é árbitro de Copa mas teve erros nos últimos tempos, ganhou neste ano a bagatela de 150 mil reais para um mínimo de 10 jogos no campeonato Estadual. Você não leu errado: são 15 mil reais por jogo. Grana que daria pra fazer um senhor processo de captação e capacitação de árbitros dentro de Santa Catarina. Enquanto isso, o pessoal daqui ganhava menos de 10% disso por partida.

Até onde esse processo de importação é válido? Rubinho deu a entender que não renovará esse vínculo, não nessas bases. E espero que ele mantenha a posição. O Campeonato Estadual é a oportunidade de fazer valer o que é nosso, valorizando os nomes do Estado, que ficam desmotivados ao saber que, nos jogos mais importantes, a turma de fora vai cair no sorteio. Bráulio Machado, nome criado aqui, é um dos bons nomes da arbitragem nacional. Será Fifa em breve e está presente em jogos importantes, como no último Corinthians x Fluminense que garantiu o título nacional ao Timão.

Quero ver o Bráulio Machado em ação no Estadual. Assim como Ramon Abatti Abel, William Steffen e outros nomes da arbitragem catarinense que ralam um monte para buscar um lugar ao sol.

Presidente, tem aplicação bem melhor para os 150 mil usados para contratar um árbitro. Faça esse favor para tanta gente aqui de Santa Catarina que tem vontade de exercer uma profissão tão complicada como a de apitar jogos de futebol.

Insistir em medalhões de fora é uma cortina de fumaça que nem sempre dá certo.

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