sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Catarinense 2017: Joinville



JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  (Municipal)  - 22.000 lugares
Presidente: Jony Stassun
Técnico: Fabinho Santos
Ranking "BdR" 2016: 5o. Lugar
Catarinense 2016: Vice-campeão




O JEC vive uma nova era por causa do trágico fim de 2016. Com tropeços seguidos e muitos pontos perdidos dentro de casa, o tricolou acabou rebaixado para a Série C, e agora terá que viver uma outra realidade, sem tantos holofotes, sem verba de televisão e com muita desconfiança do torcedor. O presidente Jony Stassun, um dos principais alvos da ira da fanática torcida, terá que ser criativo para se virar diante de uma realidade completamente diferente de anos recentes. A missão da temporada é clara: sequer "esquentar" a vaga na Série C e retornar para a B já em 2018. O estadual é o ponto de partida para a montagem de um novo time, com uma folha de pagamento bem mais enxuta, repleto de apostas para um ano novo melhor.

E uma das marcas desse reinício está no comando técnico. Nada de figurões ou "reis do acesso". Cabe a Fabinho Santos, ex-atleta do clube e com bom trabalho no comando da base do tricolor. Pela primeira vez no time de cima, ele sabe que o desafio e a pressão dos torcedores são bem maiores. Dentro de um momento de recomeço, penso ser um opção acertada do clube, nem tanto por causa do fator financeiro. Fabinho mostrou credenciais para ganhar a oportunidade, e pelo fato de ter uma ligação muito forte com o clube, conta com crédito do torcedor em uma temporada na terceira divisão nacional que não será nada fácil. Aliás, a Série C costuma ser bem mais complicada até que a B, já que a fórmula não é de pontos corridos.


A reformulação do elenco foi gigante, e necessária. Saíram jogadores titulares, como Jael e Naldo, permaneceram alguns que são egressos da base, como o goleiro Jhonatan e o volante Kadu. Dentro da nova realidade financeira e folha de pagamento mais enxuta, muitas são as apostas no elenco, como o lateral Caíque, o zagueiro Max e o também lateral Alex Ruan. A camisa 10 será do interminável Lucio Flávio, experientíssimo meia de 37 anos, e exímio cobrador de faltas. Caberá a ele a missão de fazer o time funcionar e, principalmente, criar as chances do ataque, que tem dois nomes conhecidos: Fabinho Alves, ex-Chapecoense, e Bruno Batata, de 32 anos, ex-Londrina.

O JEC, que vive uma fila indigesta de títulos no Estadual, vem de uma de sequência de três vice-campeonatos seguidos, sendo dois para o Figueirense e um, no ano passado, para a Chapecoense. Desta vez, o Estadual não é uma prioridade, algo que já é considerado por grande parte da torcida. Se esse novo time, com nova filosofia, comandado por um jovem treinador "der liga", será algo espetacular. Mas o início de 2017 deverá servir como preparação para uma Série C que promete ser muito dura, onde nem sempre a melhor campanha consegue o acesso.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Catarinense 2017: Chapecoense




ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Arena Condá (Municipal)- 20.000 lugares
Presidente: Plínio Arlindo de Nes Filho
Técnico: Vagner Mancini
Ranking "BdR" 2016: 1o. Lugar
Catarinense 2016: Campeão




Os olhos do Brasil estão voltados para a Chapecoense. A tragédia que talvez nunca mais esqueceremos chamou a atenção do planeta para o time do Oeste que nós, em Santa Catarina, já conhecemos da sua história e da sua caminhada que iniciou lá de baixo, com um iminente fechamento de portas e rebaixamento para a segunda divisão do Estadual, até a escalada nas séries do campeonato nacional que culminou em uma permanência sem sustos na Série A e um título sul-americano, que colocará o Estado na Libertadores 25 anos após o excelente Criciúma de Levir Culpi em 1992. Sem boa parte da diretoria que levou a Chape ao alto, a comunidade se engajou, com o apoio de um mundo todo, para reiniciar a vida. O novo presidente, Plínio Arlindo de Nes Filho, o Maninho, capitaneia o processo, recebendo a confiança de toda uma comunidade. Quem conhece os bastidores do clube sabe que ele tem, desde 2009, um papel importante na gestão do clube, sem ser o presidente de fato. Agora ele é, dando garantia que a Chape está em boas mãos.

Cada personagem desse conto de renascimento tem o seu lugar na história. A nova diretoria trouxe um executivo, Rui Costa, que tem seu banco de dados e contatos, para iniciar o processo de construção do elenco em tempo recorde. Buscando um perfil parecido com Caio Junior e Guto Ferreira, dois últimos comandantes do time, veio Vágner Mancini, de 50 anos, que apareceu para o Brasil quando comandou um desacreditado Paulista de Jundiaí ao título da Copa do Brasil. Diante das opções do mercado, foi uma decisão acertada, já que é um nome que foge daquela lista de nome ultraconhecidos e, em alguns casos, ultrapassados e com experiência suficiente para assumir esse desafio. Em poucos dias de trabalho, conseguiu colocar o time em campo com um mínimo de organização, o que é louvável para um trabalho que começou do zero.

O time montado, que vai enfrentar uma lista enorme de competições em 2017, tem muito do perfil da Chape de outros anos: sem grandes medalhões, muita pesquisa no mercado (nomes que estavam na "mira" dos dirigentes que se foram acabaram vindo) e aposta na juventude. Contando com ajuda extra de outros clubes solidários à situação, o clube foi se formando, com a experiência do atacante Wellington Paulista, a força do zagueiro Douglas Grolli, a aplicação do volante Andrei Girotto e a velocidade do atacante Rossi, que impressionou bastante o treinador. Num primeiro momento, a barreira é o entrosamento. Passada esta etapa, dá pra dizer que o trabalho foi bem feito em tempo curto.

A Chapecoense, que enfrentará uma Libertadores em março, entra no Estadual com plena condição de brigar pelo título, embora sem a superioridade evidente do ano passado, quando o time foi campeão com absoluta justiça. Encarando a situação de outra forma e a bem grosso modo, esse processo de remontagem não é novidade: basta imaginar aqueles times rebaixados que acabaram refazendo todo o elenco. De maneira forçada, e não do jeito que queríamos, a Chape teve que fazer isso. Pode até ter dificuldades no primeiro turno, mas tem elenco e possibilidade de chegar a decisão e defender o seu título conquistado por muitos que não estão mais entre nós.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Catarinense 2017: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse (particular) - 20.000 lugares
Presidente: Jaime Dal Farra
Técnico: Deivid
Ranking "BdR" 2016: 4o. Lugar
Catarinense 2016: 3o. Lugar


O Criciúma até chegou a dar uma esperança para o seu torcedor em 2016, mas a temporada acabou em decepção. Foram vários os fatores, que passam pela teimosia do ex-técnico Roberto Cavalo até as vendas de peças importantes que poderiam ajudar o time. No campeonato estadual tudo até correu bem, com o time ficando em terceiro lugar (mas com a segunda melhor campanha). Mas no resto, deu tudo errado: na Copa do Brasil, uma eliminação precoce na primeira fase para o rebaixado Operário de Ponta Grossa, enquanto que na Série B o time teve um aproveitamento de pouco mais de 49%, terminando na oitava colocação, a sete pontos do G4. Foram muitos os pontos perdidos que acabaram determinando o fim de ano do Tigre. Pressionado, o presidente Jaime Dal Farra demorou, mas teve que se mexer, tentando um fato novo para 2017.

E aí chegou Deivid, ex-atacante que teve apenas uma oportunidade de comandar um time, o Cruzeiro, no início da temporada de 2016. E, vamos concordar, teve um excelente rendimento, com apenas duas derrotas e 11 vitórias em 18 jogos. Acontece que ele perdeu quando não devia, na semifinal do campeonato mineiro para o rival América (a outra derrota havia sido para o Fluminense, pela Primeira Liga). Pesou o fato de ser um técnico novato. Com pressão do torcedor, acabou substituído e passou o ano sem trabalhar, até surgir o convite do Tigre em dezembro.
Para 2017, o Criciúma sustentou uma boa base do ano anterior. A defesa segue tendo seus pilares com o ótimo goleiro Luiz e a dupla de zaga Raphael Silva-Diego Giaretta. A garotada segue representada por Douglas Moreira e Barreto. Mais para a frente, Alex Maranhão permanece, assim como Adalgiso Pitbull. Entre os reforços, o destaque vai para Pimentinha, que apareceu bem no Sampaio Corrêa, chegou a ser alvo de interesse de outros clubes aqui do Estado, e se juntou ao plantel carvoeiro.

O segredo para o Tigre ter um 2017 para ser bem lembrado passa pela capacidade de Deivid montar um time confiável em cima da estrutura do ano passado que Roberto Cavalo não deu conta. A atuação contra o Fluminense, na estreia da Primeira Liga, deixou uma boa primeira impressão. Viu-se um time aguerrido e que tentou, dentro do que é possível, a criação de jogadas. Há uma vantagem a ser considerada pelo fato de ser mantida uma espinha dorsal. Se isso vai resultar em título ou acesso, é outro papo. O início do trabalho parece bom.



domingo, 22 de janeiro de 2017

Catarinense 2017: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Sesi (Particular) - 6000 pessoas 
Presidente: Pedro Nascimento
Técnico: César Paulista
Ranking "BdR" 2016: 8o. Lugar
Catarinense 2016: 7o. Lugar


O Metropolitano, que completa 15 anos de existência no dia 22 de janeiro, teve um 2016 bem complicado. Pra começar, não pode mandar seus jogos dentro do estádio do Sesi por causa de reformas na pista de atletismo. Jogando em Jaraguá, o time teve dificuldades, pouco público e não conseguiu mais que um sétimo lugar, com seis derrotas e oito derrotas. Iniciou o catarinense com Valdir Espinosa no comando, que acabou substituido pelo sobrinho Caco, também limado do clube em abril. Menos mal que o time conseguiu se segurar na primeira divisão e conquistar a vaga na Série D por dois anos. No segundo semestre, com orçamento muito mais limitado, o Metrô sequer passou da primeira fase, algo meio que esperado, já que a ordem era economizar e não perder a vaga na D em 2017.

Desde o início dos trabalhos para esta temporada, a diretoria passou o recado que não poderia exagerar nos gastos. E a solução caseira é, de certo modo, a correção de uma injustiça. César Paulista, craque dentro de campo e bom treinador fora dele, era tratado como um tapa-buraco. Se o treinador não dava certo e o time estava em baixa, lá vinha o César para arrumar a casa. Desta vez é diferente, com ele capitaneando o projeto desde o início. Com a missão de fazer um bom time com um orçamento limitado, em uma situação que não está sobrando grana pra ninguém.


O time do Metrô para esse estadual tem muitos nomes desconhecidos aqui no Estado, mas tem algumas figuras carimbadas, caso do meio-campo Thiago Cristian, que por aqui já jogou no Concórdia e no Brusque, além do próprio Metropolitano, do veterano atacante Sabiá, que no ano passado jogou a segunda divisão pelo Juventus de Jaraguá do Sul, e o argentino Mariano Trípodi, outro que retorna a Blumenau depois de uma passagem nada boa pelo Joinville e um tempo no futebol argentino.

O desafio do Metropolitano para o Catarinense 2017 não é uma novidade para Cesar Paulista, que tem competência e capacidade para montar bons times sem que o clube gaste um caminhão de dinheiro. As atuações do time nos jogos-treinos, considerando que, por economia, o trabalho começou somente no dia 2 de janeiro, dão esperança para que o time faça um bom campeonato.