sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Lição bem feita: Criciúma atropela o Brusque sem dó

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
A torcida encheu o Augusto Bauer para ver aquele Brusque que chamou a atenção de todos contra o Figueirense. Em Florianópolis, o Bruscão foi organizado e extremamente focado para conseguir a vitória. No primeiro jogo em casa, aconteceu o contrário.

O time escapou de tomar uma goleada no primeiro tempo e acabou completamente envolvido pelo Criciúma, cujo treinador soube ler com excelência todas as deficiências do adversário para construir uma vitória tranquila e incontestável, que poderia ser bem maior, tamanha a superioridade.

No último final de semana, o fato que chamou a atenção foi que o Brusque, sem ter marcado nenhum gol nos jogos de preparação, fez dois gols contra o Figueirense, mesmo mostrando os mesmos problemas que tem indignado Mauro Ovelha. O setor de ataque precisa de muitos ajustes. Tanto é que a diretoria teve que correr atrás de dois na semana passada para tentar resolver o problema. O setor de armação mostra dificuldades para trabalhar e o time fica pendurado nas atuações individuais. Chegou o jogo de ontem e o Criciúma, precisando de uma reação depois da derrota para o Avaí, resolveu tomar cuidado. Resolveu marcar forte a saída do Bruscão e teve muito sucesso. Conseguiu encurralar e liquidar a partida no início do segundo tempo. Daí foi só administrar a pressão desesperada do Brusque, que tinha mais preparo físico, mas uma desvantagem enorme no placar. Sem eficiência, tomou o quarto no final para mandar o torcedor embora.

Para o Brusque, jogo de domingo contra o Metropolitano é pra tirar a dúvida: afinal, que time é esse? O banho de bola do Criciúma acende o alerta para que o “auê” todo criado pela vitória na estreia tenha que ser deixado pra trás e que o foco precisa ser todo na organização do time como um todo, para que ele, assim como o Tigre, possa se impor sobre os adversários. Já o Criciúma terá contra o Joinville uma chance de ficar vivo no turno e deixar aquela derrota na estreia para trás.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Show de horrores em Joinville

Enquanto a Chapecoense, com seu time praticamente novo, vai colocando a bola no chão e trabalhando bem para conquistar duas vitórias na arrancada do Estadual, Joinville e Figueirense protagonizaram um desserviço ao bom futebol numa noite chuvosa perante a pouco mais de 2 mil herois na Arena e outros milhares que aguentaram assistir ao jogo na TV. Coisa feia.

Ambos não convenceram nas duas rodadas, e dão toda razão para o início da corneta da torcida, que exige uma reação de ambos depois da última temporada. Falta muita coisa: o Figueira era amontoado em campo, mal distribuído, com dificuldades para construir jogadas. Já o JEC até parecia um pouco mais organizado, mas não tem qualidade de ataque. Vamos concordar: quando o clube trouxe o atacante Ciro, de algumas temporadas quase em branco, era sabido que a aposta era grande e com grande chance de dar errado. Bingo. Tem também Alex Ruan, meio que uma invenção do técnico, com a mesma fraqueza técnica.

Por mais que ambos digam que o plano é outro, para o Brasileiro, a falta de resultados no Estadual pode acabar em demissões de dirigentes que querem resultados imediatos. Novos tropeços no final de semana podem causar as primeiras dúvidas.

Nesta quinta, o Avaí e o Brusque, que venceram fora de casa na estreia, entram em campo. Se tropeçarem, podem começar a abrir caminho para que a Chapecoense arranque para ser o favorito ao título do turno. Não é o time perfeito, ainda há o que evoluir. Mas ninguém pode negar que estão jogando certinho, arrumando bem a casa para a Libertadores.


domingo, 29 de janeiro de 2017

Vai ou não vai?

Encerrada a primeira rodada do estadual, tivemos duas vitórias de visitantes contra apenas uma de mandante, a Chapecoense, que bateu o Inter de Lages. Claro que toda análise profunda antes da terceira ou quarta rodada é muito complicada. Mas tem assunto.

Primeiro, há a expectativa da Chapecoense, que remontou o time com um bom orçamento e venceu na estreia. Diante de atuações nada convicentes de Figueirense, Criciúma e até o Avaí, que ganhou fora sem dar espetáculo, me pergunto se não há uma possibilidade considerável da Chape, se o time ir encaixando e os outros patinarem, levar essa mais uma vez. Tem o Brusque, que mostrou muita entrega ao bater o Figueirense. Para acompanhar com carinho.

Estive em Itajaí para acompanhar a estreia do Joinville contra o Almirante Barroso. Aqui, temos o caso de um time em remontagem completa com orçamento bem inferior. E o começo não foi bom. O técnico Fabinho Santos tem muito o que arrumar, mas a diretoria vai ter que se coçar pra arrumar mais qualidade, que acho insuficiente para uma Série C. O goleiro Jhonatan vai ser pressionado cada vez mais depois deste domingo, onde mostrou certa insegurança. Enfim, na lista de prioridades do JEC, o Estadual está mais pra parte baixa.

A semana começará com a polêmica do campo sintético do Barroso. Engraçado ver tantas críticas ao estádio se o time jogou a segundona toda no ano passado exatamente neste mesmo piso, aprovado pela antiga gestão da FCF. A culpa não é do Barroso. É de quem acompanhou a construção e liberou. Nessa hora, ninguém assume. Ou o responsável não está mais aqui para assumir.


Brusque arranca bem no Estadual

Não foi nenhuma atuação perfeita, aliás, bem longe disso. Mas não faltou entrega. De virada, o Brusque venceu o Figueirense por 2 a 1 e arrancou bem no campeonato. E jogou mais um problema no colo do Figueira, com duas derrotas seguidas em casa e a exigência de uma resposta, mesmo no mês de janeiro.

Mauro Ovelha convive com um problema, que se apresentou no Scarpelli mas, nas circunstâncias de um jogo de futebol, acabou acobertado pela vitória. Desde o primeiro jogo treino, o time não conseguia responder bem no ataque. Em três testes, o time não marcou gol. Chegou no primeiro jogo oficial, foram dois, sendo um de bola enfiada para Michel Douglas e outro de pênalti. O time parecia saber o que tinha que fazer, tinha ciência que ainda falta um "quê" para o time encaixar. Por isso, não faltou disposição em cima de um adversário pressionado que não conseguia jogar bola.

O Brusque enfrentará o Criciúma em casa na quinta-feira com a oportunidade de estabelecer uma arrancada, com tempo e calma para ajeitar e continuar a arrumar o setor de articulação. Já o Figueirense irá a Joinville para evitar uma terceira derrota seguida.

O campeonato começou com duas vitórias de visitantes. E algo me diz que neste domingo vai ter mais.