sábado, 25 de março de 2017

Arbitragem prejudica o Barroso e interfere diretamente na luta contra o descenso. Até quando?

AI / Figueirense FC
Hoje, o trio de arbitragem de Almirante Barroso x Figueirense interferiu diretamente no resultado do jogo e, por consequência, na dura briga contra o rebaixamento no Estadual.

André Luiz Back, que já havia sido suspenso pela FCF em 2012 por dar dois cartões amarelos a um jogador do Avaí sem expulsá-lo, errou feio ao marcar um pênalti inexistente contra o Almirante Barroso, que já havia sido duplamente prejudicado em impedimentos igualmente inexistentes marcados pelo assistente Maycon Machado.

O jogo não foi bom, mas o Barroso foi melhor. Criou as melhores chances de gol, se aproveitou da estratégia suicida do Figueira, que seguidamente é repetida, de marcar em linha, para ficar na cara do gol. Em duas oportunidades, o assistente não permitiu. O Figueirense foi mais do mesmo. Sem criatividade no meio-campo, nenhum fato novo criado e treinado pelo técnico, que insiste em um apagado Bill no comando de ataque, permitiu que o time de Itajaí comandasse o jogo dentro da sua casa.

O final, nós sabemos. A vitória joga o Figueira para 16 pontos na classificação geral e com um grande alívio diante da ameaça do rebaixamento. Já o Barroso, que poderia encostar no Tubarão para sair do Z2, fica na lanterna e até pode ver a diferença para o oitavo lugar subir para seis pontos. Vejam o estrago que a arbitragem fez.

Eu não acredito em má intenção, e sim em falta de preparo. A Associação de Clubes fala em uma comissão para monitorar a arbitragem, e eu concordo com a ideia. É necessário observar e catalogar esses erros que muitas vezes vão para a gaveta e nunca mais são mencionados, tirando quem escala da zona de conforto. Se não dá pra profissionalizar a profissão, pelo menos a gestão do campeonato dá.

sexta-feira, 24 de março de 2017

JEC vence no último minuto e reduz briga do returno a quatro clubes

Assessoria JEC
Nos acréscimos, o capitão Renan Teixeira marcou um gol importantíssimo para o Joinville. Não só pela vitória sobre o Criciúma que garante o tricolor na liderança isolada do returno do Estadual. Mas mandou o recado que o time está crescendo e vai brigar pela vaga na final. Mesmo com um elenco em formação, o JEC mostra um comprometimento muito grande. Sabe que não tem grande vantagem técnica, mas tira da sua união uma força a mais para ser forte. Ao meu ver, o time não é o favorito, mas espantou a crise que passava pelo Morro do Meio, inclusive com pedido de impeachment. Com um bom dinheiro na conta vindo da Copa do Brasil, a diretoria pode montar em paz o time para a Série C.

Com a vitória, o Criciúma fica bem distante das chances de decisão. A briga se reduz a quatro clubes: além do JEC, Chapecoense e Brusque acompanham de perto, com o Avaí um ponto atrás tendo a oportunidade de liquidar o campeonato. Bom notar que esses times ainda não se cruzaram. Os confrontos começam neste final de semana.

A Chape tem uma vantagem técnica pelo fato de enfrentar esses três adversários em casa, sendo dois (Avaí e Brusque) nas próximas rodadas. O time só jogará pela Libertadores depois da Páscoa, no intervalo entre a oitava e a nona rodada, e poderá centrar fogo no Estadual. A goleada sobre o Tubarão e a grande virada sobre o Barroso deram moral ao time de Vagner Mancini, que vai crescendo no seu futebol.

O Avaí não tem do seu lado a pressão por já estar na final, o que por si só é um fator positivo. Enfrentará o JEC na semana que vem em casa no que pode decidir se o time ainda estará vivo ou se pode se concentrar na final. Ainda há o Brusque, que terá Tubarão e Chapecoense fora de casa para ver se pode sonhar com o returno. O time de Pingo observa com muito carinho a classificação geral, que dá aos três primeiros uma vaga na Copa do Brasil do ano que vem. Hoje, o Bruscão está em terceiro com seis pontos de vantagem para o Criciúma. Dá pra administrar e garantir um bom dinheiro em 2018.


Paulinho e a seleção que convence

Os três gols de Paulinho em Montevidéu dizem muito sobre o atual momento da seleção, que apenas espera a confirmação matemática para a Copa, recuperando o interesse do torcedor e goleando o Uruguai fora de casa. Ele era contestado, por ter feito parte do time do 7 a 1 e por ter se "refugiado" na China, em um campeonato de nível bem mais baixo. Pois Tite começou a formar seu time por ele, e eis que um volante virou goleador na partida. Três gols, algo sensacional. Só não chama a atenção de um grande europeu por causa do custo. Resumindo: ganha um caminhão de dinheiro sem pressão no Oriente, joga bem e arrebenta na seleção.

Mas a seleção não é só Paulinho. Tite colocou comprometimento no time, que já tem 90% da base montada para a Copa e a autoestima renovada do torcedor. Não há polêmica nas convocações, o time não tem grandes opiniões contrárias (talvez tenha exceção no gol, onde Alisson está longe de ser uma unanimidade). No resumo, o time convence. Pegou um adversário tradicional, não se abalou com o gol tomado e foi colocando seu jogo em prática. Teve cerca de 70% de posse de bola no Centenário, é mole? A seleção chama a atenção. O momento é bom.

O técnico da seleção terá o resto do ano para ajeitar o time que já conta com uma base. Há uma forma de jogar definida, com qualidade distribuída e sem aquela necessidade de Neymar carregar o piano. Ele continua importante, mas não é mais aquele responsável por tudo. Isso é bom. Tem gente boa no time.

Eu gostei, e todo mundo gostou.

Hoje, além de ver o jogo, resolvi estudar a torcida. Aqueles mais próximos estavam esperando para ver o Brasil jogar. Até não muito tempo atrás, o desinteresse era total.


terça-feira, 21 de março de 2017

Solidariedade

Neste mundo competitivo em que vivemos, e ultimamente com tantas notícias ruins por causa de várias demissões na imprensa (eu fui uma das vítimas, na rádio que trabalhava aqui em Brusque), uma ação de solidariedade me chamou a atenção.

O repórter Marciano Régis, da tradicional Rádio Nereu Ramos de Blumenau, comunicou ao grupo NC que não participará mais do projeto "Rádio GE", onde a emissora (gratuitamente) usa material de repórteres de rádio no Estado em seus programas, solidário aos vários companheiros que foram demitidos pelo grupo de comunicação.

Parabéns pela atitude.

E que nossa classe consiga permanecer unida, em um momento de muitos fechamentos de vaga e gente boa sem prefixo, canal ou jornal para trabalhar.




segunda-feira, 20 de março de 2017

O futebol às dez da manhã e as interferências da TV

Dia desses, conversei com o Rodrigo Rodrigues, gerente de futebol do Brusque, sobre a programação do time para um jogo marcado para as dez da manhã de um domingo. Segundo ele, os atletas precisam acordar pelas 6:30 e estar no saguão do hotel, com café tomado, as 7:30. Os atletas sentem. O torcedor sente. Tem quem gosta, mas não é o ideal.

Mesmo fora do horário de verão, os jogos nem foram passados para as 11. Há uma explicação técnica para isso, que foge de qualquer tentativa de colocar mais público no Estadual (que anda com uma média beeem complicada): o Premiere possui um certo número de canais disponíveis, e precisa se virar pra encaixar todos os estaduais neles de forma que não faltem espaço na grade das operadoras. Um se ferra, adivinha quem? Sim, o Catarinense. Nenhum jogo do Goiano, Carioca, Gaúcho ou Mineiro é deslocado para esse horário. O Paulistão até tem jogos pela manhã, mas a verba recebida lá é muito mais vantajosa.

Vamos voltar ao assunto negociação. Ou os clubes começam a apertar o cerco e tratam de contratos vantajosos com a televisão e essa zorra de horários, ou não veremos a coisa crescer. Os regulamentos precisam estabelecer faixas de horários, e a televisão, que não joga partidas do Grêmio ou Inter para as dez da manhã, que encontre um jeito.

O Joinville, que teve que se mexer para evitar uma partida contra a Chapecoense para uma manhã de sábado, dia útil, terá que enfrentar o Criciúma, um jogo importantíssimo para o campeonato, as 18h de uma quinta-feira, quando poderia jogar na noite de quarta, uma vez que entrará com time reserva contra o Cruzeiro amanhã pela Primeira Liga. No final de semana, jogará as 10 da manhã de domingo em Blumenau contra o Metropolitano.

É ano de vencimento de contrato. Cabe aos torcedores de todos os dez clubes da primeira divisão fazerem uma cobrança forte nos dirigentes para que o futebol seja um produto valorizado. Afinal, hoje uma Chapecoense, que disputa Libertadores da América, ganha menos de cota que um pequeno clube do interior gaúcho.

domingo, 19 de março de 2017

25 gols e o Joinville líder

Uma rodada que a rede balançou muito. Teve sete a zero e um quatro a quatro. No resultado disso tudo, temos um líder que era considerado como improvável até umas semanas atrás. O Joinville teve uma semana cansativa, mas proveitosa. Classificou para a quarta fase da Copa do Brasil e venceu duas partidas no Estadual que lhe dá não só a liderança do returno, mas uma tranquilidade depois de uma turbulência enorme. Afinal, o time se afastou da briga do rebaixamento e já garantiu um bom dinheiro com a campanha na Copa do Brasil.

Contra o frágil Figueirense, o time mostrou uma união enorme. Fabinho Santos poupou alguns jogadores da maratona desgastante e tudo deu certo, com um grande domínio do jogo e três pontos que dão moral para a próxima semana, quando o tricolor enfrenta Criciúma e Metropolitano. Por outro lado, o Figueira jogou a toalha no Estadual e resolveu fazer a limpa no departamento de futebol. Chega Carlito Arini com tempo para fazer uma limpa e montar um time confiável. Até porque esse que está aí é de nível baixíssimo.

Criciúma e Brusque fizeram um jogo maluco. Golaços e falhas de defesa. No final, o Bruscão deixou escapar uma vitória com um 4 a 2 na mão na reta final do jogo. Muitos podem dizer "Ah, empate tá bom, campanha tá ótima". OK, é um bom argumento. Mas quem quer que o Brusque vá longe, ou até sonhe em final, precisa cobrar o fato de permitir o empate. No fim, pesou o elenco limitado de peças na defesa. Mas ambos seguem com chances no returno, que ainda tem sete rodadas pela frente.

A Chapecoense passou o carro no Tubarão com um sete a zero e dá o recado de que quer chegar na final do Estadual. Com um período sem jogos da Libertadores, o Verdão terá a possibilidade de se dedicar ao campeonato. Outra goleada foi a do Avaí, que começou o jogo contra o Metropolitano vencendo por 2 a 0 e terminou num 4 a 1.

Teremos briga interessante no rebaixamento: o Barroso venceu, o Inter vem caindo de rendimento, Metropolitano em crise profunda e o Tubarão balançado depois de uma chacoalhada histórica. O descenso será decidido entre esses quatro. Quem não se mexer pode cair no buraco.