quarta-feira, 29 de março de 2017

Volume de jogo 3x0 Paraguai

Lucas Figueiredo / CBF
O resultado foi elástico, mas o Paraguai foi um duro adversário para a seleção de Tite enfrentar. Duro mesmo, na concepção da palavra. Marcou muito, bateu muito, e criou dificuldades.

Mas a fase do time do Brasil está tão sólida que a vitória foi se construindo ao natural. A vitória foi de um time que cresce em volume de jogo. E, claro, não só Tite como o torcedor vão aumentando a sua exigência. E o time responde. Não há o que mexer no time, salvo lesão, e caberá ao treinador afinar ainda mais os instrumentos para chegar na Rússia e enfrentar o único mal que está se criando: o excesso de confiança de um país.

Veja o que é um grande volume de jogo: Paulinho mais uma vez apareceu com sua impressionante versatilidade no ataque, sem desproteger a marcação. Peça importante junto com Phillipe Coutinho, onde apareceram em dois gols. Neymar fez o segundo em ótima jogada individual, numa arrancada que chegou a passar por três marcadores na área. Este time cresce na qualidade e no balanço entre o bom funcionamento coletivo e os talentos individuais.

E segue a missão de ir ajustando e planejando o crescimento para a Copa. Sem estresse nem pressão para as próximas rodadas, coisa que a Argentina vai remoer nos próximos meses.

domingo, 26 de março de 2017

JEC e Avaí vacilam, e a Chapecoense aproveita

O domingo do Estadual teve um Joinville não aproveitando a vantagem de ter um homem a mais contra o Metropolitano e o Avaí dando verdadeiros presentes para a Chapecoense para mudar o panorama do returno. Aliás, não só dele.  A Chape é a nova líder da classificação geral, que define o mando de campo nas finais. O Brusque perdeu para o Tubarão por 3 a 2 e ficou para trás.

Beto Lima / JEC
Em Blumenau, o JEC não foi o time de outras partidas. Não apareceu o toque de bola das vitórias sobre Figueirense e Criciúma. Para completar, Fabinho Santos insistiu com a escalação de Bruno Batata como titular e o time não funcionou. Poderia até ter tomado gol no primeiro tempo, não fossem as boas defesas de Matheus. No segundo tempo, a expulsão de Valkennedy (irresponsável, diga-se de passagem) deu 30 minutos para o tricolor conseguir a vitória com vantagem numérica e preparo físico superior. Não deu, nem passou perto. Está mais para dois pontos perdidos do que para um conquistado.

A tarde, a Chapecoense não esperava um Avaí tão solidário. As falhas de Marquinhos, que errou um domínio de bola e permitiu que Andrei Girotto fizesse o primeiro, e de Kozlinski, que aceitou um chute de fora da área, facilitaram as coisas. A Chape só precisou administrar a partida sobre um time que só jogou mais ou menos durante vinte minutos da primeira etapa. O time de Vágner Mancini vence o primeiro de três confrontos diretos contra os seus adversários diretos, que serão todos na Arena Condá. O próximo jogo é contra o Brusque, na quarta, e no domingo de Páscoa a partida será contra o Joinville. Há um favoritismo para que o jogo de hoje se repita na decisão. Mas favoritismo precisa ser confirmado.