sábado, 6 de maio de 2017

Os micos do Campeonato Catarinense 2017

Chegou a hora de uma tradição do Blog.

Na véspera da decisão, o  BdR divulga a sua lista dos micos do Catarinense 2017. Tem de tudo, de furo de imprensa até pé murcho. Não foram tantas ocorrências assim, mas o "Havanzão" desta temporada reservou alguns fatos curiosos.

Vamos á lista!

10) O quebra-pau antes da última rodada: o Internacional de Lages, que quase caiu, abre a lista dos micos de 2017 graças ao goleiro Neto Volpi, que já tinha sido alvo de polêmica semanas antes, com a proposta indecorosa vinda de um dirigente do Paraná. Desta vez, ele foi conhecer o sereno de Lages, onde faz frio, e chegou tarde demais na concentração. Deu descontrole, briga feia, e o grandalhão acabou demitido, sem antes passar pelo hospital. Um outro detalhe: nesta temporada, teve mais gente dispensada por causa do sereno da Princesa da Serra, se é que você me entende.

9) O campo da discórdia: Almirante Barroso x Joinville foi o primeiro jogo da história do Campeonato Catarinense da primeira divisão a ser disputado em campo sintético. Mas o gramado artificial do Camilo Mussi tinha uma particularidade: linhas amarelas que marcam os quatro campos de society que são alugados durante a semana. Virou manchete nacional assim que as primeiras imagens apareceram. Além do mais, o campo era baixo, irregular e com muitas pedras. "Parecia que estávamos jogando no asfalto", disse o atacante Rossi, da Chapecoense. De fato, o campo não serviu de vantagem para o Barroso, que acabou rebaixado.



8) André Luiz Back: A arbitragem mais desastrosa do ano vai para este senhor, que pouco é acionado pela Federação Catarinense, é reincidente por dar dois amarelos para um jogador do Avaí em outro campeonato sem expulsá-lo e, mesmo assim, é escalado para jogos importantes. Seu trabalho em Almirante Barroso x Figueirense foi decisivo para a definição do rebaixamento: marcou dois impedimentos inexistentes para o time de Itajaí e um pênalti esdrúxulo que deu a vitória ao Figueira. Foi o responsável pelo assalto do ano. Que nunca mais seja escalado na primeira divisão. Outro que acabou afastado foi Edson da Silva, outro reincidente em erros graves, que fez besteira em Avaí x Tubarão. Que se acabe a insistência em nomes que não tem qualidade.


7) Ataque do Figueirense: Um dos mais ricos times do Estado com o mais pífio dos ataques. Comandado por Bill, atacante que nada fez e que foi expulso ao acertar uma cotovelada na boca do estômago de um zagueiro do Joinville, tomando quatro jogos de suspensão. Os números do Figueira no returno do campeonato são dignos de rebaixamento: apenas dois gols marcados, sendo que um foi irregular. O Estadual do Figueira foi para esquecer: acabou goleado pelo Almirante Barroso, teve jogador falador dizendo que ia engolir o Brusque (e foi engolido) e um rebaixamento evitado por erros de arbitragem. Prova disso é que a barca foi grande antes da Série B.

6) Roger Flores: o ex-atacante que virou apresentador no Sportv mostrou seus conhecimentos de matemática em uma rodada do catarinense. Em uma rodada que teve impressionantes 25 gols marcados em cinco jogos, o narrador André Lino chamou a atenção para o número: “Em Santa Catarina, em cinco jogos, foram 25 gols, Roger. Faça as contas para determinar essa média de gols altíssima aqui em Santa Catarina. Um abraço, bom programa”. Roger não demorou para fazer a difícil conta: "média de três por jogo!!!"Dá zero pra ele.


5) Top Fake da Bola: O famoso prêmio para os melhores do campeonato catarinense sempre trouxe polêmica. Muitos até deixaram de participar depois de surgirem muitas suspeitas sobre os critérios de classificação, que premiava quem pouco aparecia. Pois bem, a tradicional lista da seleção da rodada se superou neste Estadual, criando uma grande suspeita sobre a sua credibilidade: no dia 27 de fevereiro, o prêmio colocou o lateral-direito Maicon Silva, do Criciúma, como destaque da rodada contra o Metropolitano, e ainda por cima na lateral-esquerda. Acontece que ele não entrou em campo naquela partida. Teve mais alguns problemas: o volante Renan Teixeira, do Joinville, lesionou-se antes da metade do returno e mesmo assim figurou entre os melhores da fase. Como confiar?


4) Xi, Erramos: As vezes a pressa induz ao erro. Eu errei, você deve ter errado, todos erramos. Mas vamos concordar que um dos maiores grupos de comunicação do país precisa trabalhar para evitar erros, muito mais quando se cai em armadilha de perfil falso. Aconteceu com o novo Grupo NC. Após a vexatória goleada sofrida para o Almirante Barroso, todos os sites do conglomerado anunciaram a demissão do técnico Marquinhos Santos, que havia sido postada por um perfil falso do Figueirense. Quando viram o tamanho do problema, tiveram que voltar atrás e reconhecer o erro. Provavelmente alguma cabeça de estagiário rolou. Ele seria demitido dias depois, após a eliminação da Copa do Brasil para o Rio Branco, do Acre.








3) A polêmica nova marca do JEC: Depois de não renovar contrato com a Umbro, o Joinville decidiu fabricar os uniformes na cidade e possivelmente faturar mais. O problema era o nome da nova marca. Em homenagem ao octacampeonato Estadual, o JEC resolveu criar o "OCTA", subsitituindo a letra O pelo número 8, que parecia um "B". No fim, todo mundo começou a ler "BCTA", criando uma dupla interpretação que você sabe qual é. Em uma semana, o BCTA virou OCTO. Mas não tem como negar que a repercussão foi grande para o clube.


2) O Banheiro chegou!: Inter de Lages e Criciúma se enfrentavam no Vidal Ramos Jr. no primeiro turno, e torcedores do Tigre tiveram um problema: o banheiro do estádio ainda não tinha chegado. Você não leu errado. O banheiro químico do setor visitante chegou às pressas com a bola rolando. As fotos do torcedor Antonio Uliana documentaram o fato.





1) O Bailão da Terceira Idade: O Campeonato Catarinense teve vários jogos no horário das dez da manhã, por ordem da televisão, que mexia a agenda ao seu bel prazer, em pleno verão. Mas um desses jogos teve seu horário modificado por outro motivo muito importante: a partida entre Almirante Barroso x Brusque, no segundo turno, foi colocada para o período da manhã por causa de um Bailão da Terceira Idade que ocupa o estacionamento do clube durante a tarde. A música faz parte do Camilo Mussi: na partida contra o Joinville, enquanto a bola rolava, uma banda tocava o som do Kiss em uma animada festa de aniversário embaixo da arquibancada.









sexta-feira, 5 de maio de 2017

O "Trash Talk" pré-final

A semana antes da decisão do Estadual é de muito diz-que-diz, e sempre foi assim. O Avaí, que tem uma desvantagem enorme para tirar fora de casa sem ter o melhor time, busca de todas as formas possíveis buscar energia para o jogo de domingo.

Muita coisa é o que chamamos de "trash talk". Certas coisas não gosto muito, como dizer que "o mundo está contra a gente", ou que o time adversário estava comemorando o título antecipado em Floripa logo após o jogo de ida. Até surgiu informação, que dessa vez não veio do clube e sim da imprensa da capital, de que já haveria carro de bombeiro reservado. Não é assim que se leva.

De toda forma, a Chapecoense mostra que está focada para que nenhum acidente de percurso aconteça em casa. Poupou os titulares da partida da Copa do Brasil e permitiu que eles descansassem no meio de uma maratona que ainda será dura. Depois da final, o time vai à Colômbia enfrentar o Nacional e na sequência tem o Corinthians na abertura do Brasileirão.

O Avaí parece ter superado o estresse do que Marquinhos falou após o jogo na Ressacada. O momento é de menos recado pra fora e mais motivação e organização para dentro. Não vai ser simples chegar em Chapecó e fazer 2 a 0. O time de Claudinei Oliveira está há mais de um mês sem vencer (a última foi contra o Brusque dia 2/4), não retomou o rumo na reta final do returno e agora tem uma grande desvantagem.

É um indicativo que o time terá que se reforçar muito para o Brasileirão que está aí. Há um claro favorito para a decisão do Estadual. A Chapecoense é favorita pelo resultado no jogo de ida, pela qualidade do seu elenco e as opções no banco. Ao Avaí cabe falar menos e encontrar o caminho para reverter uma situação bastante complicada.


domingo, 30 de abril de 2017

Chapecoense vence um Avaí sem inspiração, no jogo que o juiz quis aparecer

Frederico Tadeu / Avaí FC
Um passo enorme para o título. Com um gol de Luiz Antônio, a Chapecoense está muito próxima de levar mais um Estadual em uma partida que teve polêmica causada pelo "showman" Héber Roberto Lopes.

Infelizmente, temos que falar de arbitragem. Mas o torcedor avaiano não pode se agarrar nisso para analisar ou até justificar a derrota. Faltou inspiração, principalmente no segundo tempo, e o técnico Claudinei Oliveira, em uma troca, tirou o que poderia ser o diferencial diante de uma situação adversa. A saída de Marquinhos matou o time e faltou poder de reação.

Vamos falar das expulsões: Capa, como jogador profissional que é, deve saber que é um risco deixar o cotovelo em uma disputa de bola. Ainda mais deixando ele tão em cima, no rosto do seu marcador. Aí, você joga a decisão na consciência do árbitro, que pode não dar nada ou exagerar. Aconteceu o pior, e o time sentiu. Vinte minutos depois, Héber compensou e expulsou Girotto em um lance mais leve. No meio desse tempo, a Chape fez 1 a 0.

Mas havia muito jogo pela frente, e o Avaí tinha tempo para empatar e talvez virar. A saída de Marquinhos foi criticada pelo próprio, e eu assino embaixo: mesmo se for pra recompor a marcação ainda no primeiro tempo, você não pode tirar o craque do time, o cara que pode decidir em uma bola parada ou jogada individual numa situação complicada, ainda mais em final. Além do mais, a opção pelo desconhecido Maurício Tomazi, em plena decisão, é bastante questionável. Antes Claudinei Oliveira tivesse tirado Rômulo, onde o dano seria bem menor. 

A Chapecoense, que tinha o regulamento para si, entrou em campo para administrar e saiu lucrando com o placar a favor. Luiz Antonio aproveitou um buraco entre as linhas de marcação avaianas para fazer o gol, e a partir daí tratou de gastar o relógio e esperar o apito final. Faltou ao Avaí algumas doses a mais de vontade e, principalmente, qualidade de finalização. O final da partida reservou várias oportunidades, com conclusões bem abaixo da média. É obrigatório reconhecer a superioridade técnica.

Agora, o Avaí terá que juntar os cacos e conversar muito (Marquinhos esbravejou contra o técnico no fim da partida e isso vai repercutir a semana toda), para tentar a partida perfeita em Chapecó para fazer os dois gols de diferença. E tem que ser um jogo de excelência, onde Marquinhos terá que jogar como nunca, o time terá que suprir a falta de Capa na ala esquerda e, principalmente, ficar de olho na linha de contra-ataque da Chape, sempre à espreita esperando um golpe fatal.

Tecnicamente o jogo foi decepcionante, mas a Chapecoense não quis trocar chumbo e o Avaí ficou devendo em futebol. Vamos aguardar a decisão.