domingo, 7 de maio de 2017

Chapecoense, a campeã nos 180 minutos. Avaí vendeu caro o título

A Chapecoense conquista o título estadual na soma dos 180 minutos. No fim, o primeiro capítulo, com a expulsão de Capa e Girotto e o gol de Luiz Antônio fizeram uma grande diferença. Porque o Avaí foi outro time. Em casa não teve inspiração. Em Chapecó foi bravo. Poderia estar vencendo por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, coisa que nem o mais otimista torcedor avaiano planejava. É o tipo de derrota que pode doer ao torcedor avaiano, mas talvez não o deixe revoltado.

Vágner Mancini correu risco ao escalar um time que comprovadamente não funcionou na tentativa anterior. O uso de Nathan na vaga de Andrei Girotto deixou o time torto, sem uma dinâmica. O jogo caminhava sem muita graça, até a pedrada de Leandro Silva que surpreendeu Artur Moraes. A Chape sentiu o golpe, balançou e quase foi à lona quando Marquinhos perdeu um gol claro que mudaria toda uma história do confronto.

Com a motivação lá em cima, o Avaí teve outra grande chance no segundo tempo. Correu atrás. Deu espaço, o que era esperado. Quase tomou o empate. No fim, prevaleceu o regulamento, que dá justiça ao time que teve melhor rendimento durante o campeonato.

O Avaí desta final recuperou o time do primeiro turno. Nos últimos jogos da fase de classificação, aconteceram escorregões que poderiam ter levado o jogo de volta para casa e aí mudar toda uma dinâmica da decisão.

A Chapecoense era favorita, mas teve problemas em administrar a superioridade de elenco e folha salarial. Faltou futebol, principalmente daquele time que levou o returno. Mancini demorou demais para retomar o esquema que funcionava melhor. No fim deu certo, mas não houve a tranquilidade que muita gente esperava. O Avaí vendeu caro o título.

Nem vai dar tempo pra festa, já que quarta tem jogo na Colômbia. Parabéns à Chapecoense, campeã com justiça por toda a boa campanha feita. Mas é necessário ressaltar a luta do Avaí, que não era favorito e esteve a centímetros de chegar lá.