quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sem invenção, o time rende melhor. Chapecoense conquista grande vitória

O sinal já havia sido dado na partida contra o Nacional em Montevidéu. Vágner Mancini inventou uma formação com Nathan para reforçar a marcação e sem armação nenhuma no meio, acabou tomando uma surra. Na final do Estadual, a mesma coisa. Correu risco seríssimo de ver o Avaí dar a volta olímpica dentro da sua casa.

Demorou, mas as pancadas surtiram efeito já contra o Corinthians. Somando-se com a entrada de Jandrei no gol no lugar de Artur Moraes, Mancini resolveu, finalmente, ir no que estava funcionando. João Pedro não veio para isso, mas acabou encaixando muito bem no meio. Apodi foi bem na ala e até se aprimorou em Buenos Aires, auxiliando um pouco mais na marcação.

Aí o time funcionou. Bom ressaltar que enfrentou o melhor time do grupo, que para mim era o grande favorito (e agora está seriamente ameaçado para a última rodada). Não foi uma vitória de acaso. Houve volume de jogo de um time que seguia um caminho correto até vê-lo interrompido por uma convicção errada do técnico. Más atuações o fizeram mudar de ideia. E agora o time está bem próximo de uma classificação dada como improvável há algum tempo.

Agora, tem o caso do zagueiro Luiz Otávio, que teria jogado de forma irregular. A Chape vai defender que não havia sido comunicada em tempo hábil. Sinal que teremos tapetão pela frente em uma situação que era possível evitar. Tomara que isso não acabe custando a eliminação do time, que foi brioso e mereceu a vitória na Argentina. Custo a crer que o departamento jurídico dê mais um tiro no pé, depois daquela tentativa malsucedida de tirar Betão e colocar Andrei Girotto na final do campeonato estadual. Mas vamos ter que esperar um pouco para entender melhor essa história.

No campo, deu tudo certo. Uma grande vitória da Chapecoense.


domingo, 14 de maio de 2017

Primeiras impressões

É apenas a primeira rodada da segunda parte da temporada, onde o Estadual ficou pra trás e aquelas dúvidas e incertezas sobre a qualidade dos times começam a ser esclarecidas. O final de semana de abertura do Brasileiro trouxe algumas observações bem importantes.

No sábado, o novo Figueirense deixou uma primeira impressão muito boa, batendo fora de casa um Goiás qualificado, vindo de título Estadual, com um time caro e que sempre aparece como candidato a acesso. De todos, é o time que mais chama a curiosidade pelo fato de ser praticamente novo após o papelão no catarinense.

No mesmo horário teve a Chapecoense, que conseguiu um bom empate com o Corinthians mostrando algumas mudanças que podem ser indicativos de melhora, para afastar a desconfiança que apareceu mesmo com o título estadual. A zaga formada por Victor Ramos e Luiz Otávio agradou, mostrando que pode ter um comportamento melhor que as opções já usadas por Vágner Mancini. A chegada de Seijas vai colocar uma qualidade na armação, coisa que a Chape tapou buraco em algumas oportunidades com João Pedro. O mais importante era não mostrar deficiência técnica. Isso passou longe. Agora é trabalhar para tornar o time cada vez mais confiável e não correr risco de descenso.

O Criciúma não teve a mesma sorte. Perdeu um caminhão de gols, foi prejudicado pela arbitragem e poderia ter vencido o Santa Cruz. Acabou perdendo e jogando pressão extra em Deivid. Ele não conseguiu dar jeito para criar regularidade no time no Estadual e já inicia a Série B deixando dúvidas.

No domingo, o Avaí não fez um jogo bom contra o Vitória. Olhando da parte técnica, o empate era merecido. Claro, não dá pra ignorar um pênalti claro não marcado pela arbitragem que poderia transformar o resultado em vitória. Os pontos podem fazer falta, mas o futebol mostrado dá claros sinais de que o trabalho a ser feito no time será enorme, sem muito tempo de paciência. Mais jogadores estrearão e a grande esperança do torcedor avaiano é que Claudinei Oliveira consiga fazer essa turma render a ponto de contrariar todos os exercícios de futurologia que estão publicados por aí enquadrando seu time como favorito ao rebaixamento. O elenco não é numeroso e não conta com figurões. Logo, muito trabalho terá que ser feito.

Lá na Série C, o Joinville estreou empatando em Erechim contra o Ypiranga. O desafio aqui é outro, já que são 18 rodadas para definir 4 vagas no mata-mata. A ver se o time tem qualidade suficiente para conseguir uma das vagas.