terça-feira, 23 de maio de 2017

Vitória daquelas, e que venha a Sul-americana

O torcedor da Chapecoense viveu um dia muito pesado. A notícia da punição dada pela Conmebol do caso do jogo contra o Lanús foi dura. O erro que custou uma possível classificação para a segunda fase da Libertadores quebrou o clima que era tão bom depois das vitórias na Argentina e em casa, contra o Palmeiras.

A partida contra o Zulia ainda valia uma ida para a Sul-americana, que não é a mesma coisa, mas é uma opção a mais no calendário.

Público menor, torcida meio que abatida, frio, muita chuva. Não era um clima convidativo.

O final foi sensacional.

Tudo estava dando errado. O Zulia, time muito fraco, conseguiu sabe-se lá como, fazer 1 a 0. Diante do maior volume de jogo da Chape (foram quase 30 chutes a gol contra 4 do adversário), era de se esperar uma virada. O tempo passava e nada. Era bola na trave, pra fora, defesa do bom goleiro Vega. Cresceu o desespero. Chegou a reta final. Como num negócio sobrenatural, Arthur Caike empatou e, no lance seguinte, Girotto furou uma defesa que abusava da sorte, para virar a partida e carimbar a vaga na Sul-americana.

Olha como é o futebol: se quem foi no estádio estava abatido no começo com a ducha de água fria dada pela Conmebol, a vitória sobre o Zulia, da forma como aconteceu, meio que apaga a triste notícia da eliminação. Amanhã estará em todos os cantos a reação espetacular da Chape, que em dois minutos virou uma partida dada como perdida.

E assim o time seguirá seu caminho, entrando com boa motivação em mais uma competição, em busca de mais uma conquista. O time já mostrou que tem qualidade. Foi tirado da Libertadores por um erro interno, que serve como lição. Agora é mirar para a frente que tem muita coisa pra acontecer.