sexta-feira, 2 de junho de 2017

A pouco atuante Associação de Clubes de SC perde o Avaí

O Avaí confirmou na tarde desta sexta que está deixando a Associação de Clubes de Santa Catarina, uma entidade que está completando 30 anos, tem um grande propósito, mas apresentou poucas ações efetivas nos últimos anos.

Na prática, isso não muda em absolutamente nada para o Leão da Ilha, que terá que ser ouvida na negociação dos direitos do campeonato estadual por ser um membro dele e pouco ou nada lucrou com essa filiação.

Sou crítico da Associação de Clubes pela forma com que negociou os últimos contratos de televisionamento e pela forma pobre com que tenta gerir o "produto futebol catarinense". Nos últimos anos participou de polêmicas, como a ação de tentar quebrar na marra o contrato assinado de televisionamento com a Record em 2009 para fechar com a RBS. Acabou derrotada na justiça e se incomodou um monte. Três anos depois, aceitou um aumento irrisório na renovação de contrato e deu de bandeja para a TV a transmissão dos jogos para a praça, derrubando a presença de público. Além do mais, não houve arrecadação com publicidade estática e os campeonatos da segunda e terceira divisões estão cheios de problemas. O contrato de naming rights do campeonato catarinense foi feito diretamente com a Federação, que tem garantida em regulamento o direito da placa central nos estádios.

A verdade é que a Associação não pensa como um conjunto, principalmente na divisão do dinheiro e na comercialização do seu principal produto. Ela poderia, por exemplo, ter montado com os votos dos seus membros uma chapa para comandar a FCF. Preferiu ser submissa ao presidente que esteve lá por três décadas.

Se o Avaí está insatisfeito com os rumos que a SC Clubes tomou, não há problema nenhum com a sua saída. Ele não será prejudicado. Inclusive poderá ser beneficiado, caso a Globo resolva abrir negociação individual pelos direitos do Estadual.

Se a Associação mudar muito sua conduta, trazendo dividendos para os clubes, arrumando a casa, e fazendo uma negociação vantajosa pelos direitos de TV, poderei mudar de ideia. Até agora, vi muita reunião, um sem número de fotos, mas poucas ações significativas.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

Surrealidade e preocupação

Vai repercutir por um bom tempo, e bem longe daqui, o que aconteceu na chuvosa noite de terça no Orlando Scarpelli. Algo jamais visto. O goleiro Fábio cometeu uma falha inexplicável. Vi e revi o lance tentando entender o que ele quis fazer naquela falta do Boa cobrada lá do meio de campo.

O estádio ficou perplexo. Todos ficaram perplexos ao saber que Fábio tomou um táxi e simplesmente vazou no intervalo.

Logo no jogo em que ele ganhou a oportunidade de ser titular.

É algo que só saberemos mais detalhes, quando o goleiro, ou melhor, ex-goleiro do Figueirense resolver falar. É surreal o que aconteceu.

Falando do jogo, o resultado também trouxe uma certa perplexidade ao torcedor, em escala menor. O time que arrancou muito bem na Série B começou a patinar. A derrota para o Boa Esporte, naquela conta do acesso, "anula" a vitória da estreia, fora de casa, em cima do Goiás. Não é sinal de crise, mas uma chamada de atenção. É quase impossível manter nível alto em todas as 38 rodadas, mas a questão aqui ainda é de foco e de buscar detectar o que aconteceu de errado para não acabar perdendo distância.

O melhor é apagar esse jogo contra o Boa e tocar a vida pra frente, mas serve o alerta. Se bem que vai ser difícil esquecer por causa do episódio do goleiro fujão. Vai pra lista dos micos no final do ano.




terça-feira, 30 de maio de 2017

Chapecoense domina o Avaí e dá o recado

A Chapecoense controlou totalmente o jogo contra o Avaí. A certa altura da partida, preferiu não apertar para esticar o placar e apenas administrou. Houve uma grande supremacia. Jandrei foi tão espectador do jogo que os números do Cartola definem o que foi seu papel no jogo: ele marcou os cinco pontos da defesa que não toma gols, e só.

Vitória que coloca a Chape pela primeira vez na história como líder da Série A, coincidentemente no dia em que se completa meio ano da tragédia na Colômbia. Depois do susto na final do Estadual, é notório que o time vai ganhando mais corpo. A vitória na Argentina, o empate em São Paulo quando poderia vencer, além da vitória sobre o Palmeiras credenciam o time a ter uma temporada sem o desespero da parte de baixo.

O cenário do Avaí é diferente. Já era sabido ainda no estadual que o time precisaria se qualificar. Começou o Brasileiro, e o coro foi aumentando. A derrota em Chapecó foi o estopim definitivo, e não se fala em outra coisa na torcida. Não será fácil, diante da realidade de mercado e do que o clube pode pagar. Há situações que não vai dar pra trazer, outras que o time será a segunda escolha caso não pinte algo do exterior... enfim, uma bomba para a diretoria, com o tempo passando e a necessidade extrema de reforços que cheguem e joguem.

O tempo passa de forma diferente para os dois, com objetivos diferentes. Um tem um bom elenco e corre atrás de reforços pontuais, com dinheiro em caixa. Outro está atrás de um negócio sensacional com o campeonato andando. O recado da partida desta segunda foi bem claro.