sexta-feira, 30 de junho de 2017

Conheça a segundona: Barra

BARRA FUTEBOL CLUBE
Fundação: 18 de janeiro de 2013
Cores: Azul e Amarelo
Estádio: Camilo Mussi (particular - pertence ao Almirante Barroso) 1.100 pessoas
Presidente: Benê Sobrinho
Técnico: Luciano Dias
Ranking "BdR" 2016: 16o. Lugar
Catarinense 2017: 7o. lugar na Série B




O Barra chega para a sua segunda temporada na Série B sem empolgar. No ano passado, empurrado pela excelente campanha na Série C, onde foi campeão sem sustos, o time prometia brigar pelo acesso, mesmo tendo que mandar seus jogos em Brusque. Assisti algumas partidas lá. No início até tinha uma torcida animada. No fim, sobraram poucos. O clube não passou sustos quanto à rebaixamento, mas ficou a decepção de que o time poderia render mais. Neste ano o clube, que está estabelecido em Balneário Camboriú, resolveu mudar de casa de novo. Em 2017, o Barra jogará no Estádio Camilo Mussi, o polêmico campo sintético do Almirante Barroso.

O técnico do Barra nesta temporada é Luciano Dias, de 46 anos, ex zagueiro com cinco títulos gaúchos conquistados com a camisa do Grêmio, além da participação na Taça Libertadores de 1995. No Corinthians, foi campeão brasileiro em 99. Virou técnico em 2004, rodando por vários clubes. Antes de vir para Santa Catarina, treinou o Comercial, de Ribeirão Preto.







O elenco, assim como no ano passado, tem jogadores rodados e conhecidos no futebol catarinense. Destaque para o atacante Jean Carlos, de 33 anos, aquele que apareceu no Tubarão e rodou por Chapecoense,
Joinville, Atlético de Ibirama e Figueirense. Junto com ele, tambem aparecem o meio-campo Van Basty, que jogou o estadual deste ano pelo Almirante Barroso e o volante Luiz Renan, reserva do Brusque que ficou em quarto no catarinense. Dentro da filosofia de formação de jogadores, muitos do elenco são egressos do time que disputou a Copa Santa Catarina sub-20.

O Barra mostra ser organizado, com boa comissão técnica, comunicação e até oferecendo ônibus gratuito pra quem quiser assistir aos seus jogos em Itajaí. Mas o elenco é modesto, não aparecendo neste momento com um favorito ao acesso. Tem tudo para ficar na zona intermediária, de novo. Mas vai que eu seja surpreendido. Ano passado esperava muito, mas o time não encaixou.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conheça a segundona: Camboriú


CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia - Municipal (3.500 lugares)
Presidente: Renato Cruz
Técnico: Rodrigo Cascca
Ranking "BdR" 2016: 11o. Lugar 
Catarinense 2016: 10o. lugar na Série A



O Cambura já tem certa experiência na primeira divisão e, com uma fraca campanha em 2016, acabou rebaixado e terá que construir todo um novo caminho neste ano. Na primeira divisão, o time da terra do mármore ficou na última colocação com 15 pontos ganhos e apenas três vitórias em dezoito partidas. E principalmente por ser um time que sempre briga pelo acesso, o Camboriú é respeitado pelos seus adversários. Neste ano tem mudança importante no comando. José Henrique Coppi, de anos de serviços prestados no clube, sendo presidente nos últimos seis, deu lugar a Renato Cruz, jovem corretor de imóveis de 39 anos, que era diretor do clube e que agora assume a barca tentando dar um gás novo. É bom notar que o clube tem estrutura modesta, mas é bem organizado.


O treinador para esta temporada é experiente quando o assunto é acesso. Rodrigo Cascca, de 37 anos, tem amplo currículo no Paraná, tendo conseguido uma vaga na primeira divisão em 2015, no comando do Toledo. Também dirigiu o Operário de Ponta Grossa, Iraty e o Maringá, tendo no currículo uma passagem em Santa Catarina pelo Blumenau, há três anos e outra no Jaraguá, em 2016. Teve uma temporada interessante no ano passado, com uma campanha que chamou a atenção na primeira divisão do Paranaense.


O elenco montado pelo Cambura é interessante, dentro das limitações do regulamento. Na defesa está o experiente zagueiro Alex Bruno, de 35 anos, ex-São Paulo e campeão da Copa do Brasil  de 2004, com o Santo André. No ataque, dois nomes conhecidos. Um deles é um veterano de longo currículo em Santa Catarina: Brasão, 35 anos, que retorna ao clube. Autor de 10 gols pelo Atlético Tubarão em 2016, também tem passagens por Ibirama e Inter de Lages, participando da última campanha do acesso do clube. Seu companheiro na frente é Hyantony, de 32 anos, autor de 11 gols pelo Avenida de Santa Cruz do Sul na última segundona gaúcha. É um daqueles atletas que rodou muito no estado vizinho.

Não dá pra negar que as contratações acima dos 23 anos do time  foram bem feitas. Vieram nomes rodados que podem se juntar bem com a turma mais nova que está no clube. O Camboriú sempre entra na segundona como forte candidato ao acesso. Neste ano, não é diferente.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Conheça a segundona: Hercílio Luz



HERCÍLIO LUZ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 22 de dezembro de 1918
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Aníbal Costa - Particular (10.000 lugares)
Presidente: Fábio Mendonça
Técnico: Agnaldo Liz
Ranking "BdR" 2016: 14o. lugar
Catarinense 2016:  4o. Lugar na Série B





 O Hercílio Luz já há algum tempo figura na zona intermediária da segundona. No ano passado, o time ficou em quarto lugar, a oito pontos do Almirante Barroso, segundo colocado geral que conseguiu o acesso. Assistiu o vizinho Atlético Tubarão subir, e tenta montar um time competitivo para um objetivo muito especial: jogar a Série A no ano que vem, quando completará o seu centenário. Para isso, trouxe um reforço interessante para fora de campo: o ex-técnico Nasareno Silva, de 59 anos, ex-gerente de futebol no Internacional de Lages e no próprio Atlético. Conhece a cidade e sabe os caminhos do acesso, adicionando as dificuldades impostas pelo regulamento.


O técnico do Leão do Sul é outro nome conhecido e experiente no futebol: o ex-zagueiro Agnaldo Liz, natural de Floranópolis, de 49 anos de idade, com passagens por grandes clubes como Vitória e Guarani. Nos últimos anos, treinou alguns clubes no Nordeste até colocar uma pausa na carreira, retornando ao mercado no ano passado. Não dá pra dizer que falta cancha no comando do time. "Estou ansioso para começar o mais breve possível. Temos que estar conscientes daquilo que vamos preparar. Chegou o momento que o Hercílio busca mais uma vez este acesso, o qual não foi conquistado por diversas coisas. Não podemos cometer os mesmos erros do passado. Essa nossa experiência de ter passado por outros clubes acredito que nos ajudará”, afirmou o técnico.

O jovem elenco alvirrubro tem a presença de jogadores remanescentes de outras temporadas, como zagueiro Baggio, que vem para o terceiro ano no clube. Um dos destaques, o atacante Moisés, acabou negociado com o Criciúma. Também integram o elenco o goleiro Martins, que vem do Comercial do Mato Grosso do Sul e o volante Robert, de 25 anos, com passagens pelo futebol italiano e que estava no Real Noroeste, do Espírito Santo.

O Hercílio não entra na primeira rodada como um dos grandes favoritos ao acesso, mas pode surpreender com o campeonato andando e conquistar uma das quatro vagas na semifinal. Dá pra notar que o investimento não é tão alto, por exemplo, ao do Tubarão e do Barroso no ano passado. Mas se o faro de Nasareno e Agnaldo funcionar bem, quem sabe o Leão do Sul poderá comemorar o seu centenário na primeira divisão, e ainda fazendo o clássico da cidade.



domingo, 25 de junho de 2017

O caldeirão fervente do Joinville

Ontem, o JEC teve mais um capítulo da sua temporada complicada. Mais uma vez sem inspiração, o time acabou derrotado pelo fraco Macaé (que teve dificuldade até pra montar o time) por 1 a 0 e entrou na zona de rebaixamento para a Série D. Algo inimaginável para quem tinha intenção de acesso. Claro, tem muito tempo pra isso. Mas é tanta coisa errada acontecendo que fica complicado de acreditar. Por isso que a escolha do treinador é importante, mas não é a solução.

Fabinho Santos deixou o comando do time no Rio. Já tinha pedido pra sair semana passada, após o empate com o São Bento, mas a diretoria rejeitou. Ou seja, o treinador trabalhou a semana sabendo que estaria ali demissionário, é que a derrota em Macaé não o seguraria. A diretoria jogou uma semana fora no prazo para recuperação. Isso que não estou considerando todos os problemas fora de campo que são conhecidos e que colaboram para que o ambiente não seja nada bom. O elenco não é ruim, mas para funcionar bem, não só no futebol como na nossa vida cotidiana, é necessário um bom comando e um ambiente de trabalho favorável.

Pingo, hoje no Brusque, é o nome da vez. Ele é ídolo do clube, mora na cidade, tem uma ligação muito forte com o JEC e eu sempre disse, e continuo dizendo, que em algum momento ele vai comandar o clube. Nunca escondeu essa intenção. Mas se ele for pra lá hoje, corre o risco de servir como "escudo"da diretoria para críticas. Gostaria que ele fosse para lá com um clube estruturado, em ambiente bom, onde dá pra executar um bom trabalho na sua plenitude.

Hoje não dá, e isso pode acabar por queimá-lo. Por outro lado, ele recebeu a confiança do Brusque pela segunda vez depois de ter largado o clube em 2014 para assumir o Avaí. Uma segunda saída, com o clube se classificando para o mata-mata da Série D, não seria nada bom.