sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coluna - 14/07

DUCHA FRIA

O Avaí foi absurdamente envolvido pelo Coritiba, tomando uma goleada em casa que manda pra longe toda e qualquer empolgação depois da vitória em Porto Alegre. O mais preocupante, pensando a longo prazo, é a forma com que o time não consegue se impor jogando dentro de casa, onde vencer é muito mais importante. Deu tudo errado: o time tentava esboçar uma organização quando tomou o gol. Marquinhos empatou, mas nem deu tempo. As alterações de Claudinei Oliveira detonaram o time no segundo tempo, o que jogou tudo por água abaixo. Até Douglas falhou.
São pontos doloridos, que fazem o time ficar mais longe da saída da zona de rebaixamento, aumentando a pressão mesmo depois de três jogos sem perder. Pela frente o Bahia, na Fonte Nova, que esboça uma recuperação e vem de vitória importante fora de casa. Momento delicadíssimo


DESENCONTRADA

A Chapecoense deu em Recife uma prova do coelho que Vinicius Eutrópio terá que tirar da Cartola para salvar o time do rebaixamento. Um time perdido, sem referência, que acabou envolvido pelo organizado time do Sport, com suas quatro vitórias seguidas e uma posição cômoda no alto da tabela. Penso que todos nesses anos que a Chape está na Série A, esta é a situação mais delicada. Para complicar, Rossi foi embora, quatro estão suspensos para domingo e o Z4 está batendo na porta. Domingo tem jogo contra o São Paulo, um "jogo de 200 pontos". A vitória significa distanciar de adversário direto, possivelmente o ganho de algumas posições (são quatro times com 15 pontos e dois com 17) e dar algum certo alívio. Se perder, é mais complicação.

FASE

O São Paulo é o tipo de time que não tem elenco ruim, mas nada dá certo. Quem viu o jogo contra o Atlético-GO viu que o nervosismo ultrapassa a razão em alguns momentos, e isso é um sintoma muito perigoso para quem briga pra não cair. O time irá a Chapecó com a obrigação de vencer um adversário direto.

VOLTA?

É notícia desta manhã que o Palmeiras estaria requisitando a volta de João Pedro, hoje emprestado à Chapecoense, que fez apenas uma partida no Brasileirão. Essa fato me despertou uma dúvida, até pensando em longo prazo: a grande maioria dos jogadores estão no time por empréstimo até o final do ano. Logo, uma nova reconstrução terá que ser feita no final do ano, já que os destaques dificilmente terão contrato renovado. Além do mais, esses empréstimos tem cláusulas bem flexíveis, que permitem a "reintegração" caso sejam chamados. É problema em cima de problema. Notícia boa mesmo foi o caminhão de dinheiro que entra no clube com a venda de Rossi.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Coluna - 13/07

GRANDE NEGÓCIO

A Chapecoense acabou vendendo o atacante Rossi para a segunda divisão da China, pela bagatela de 3,4 milhões de Euros, mais de 12 milhões de reais. O jogador era titular do time, mas, vamos concordar, não era insubstituível. Aliás, o clube fez muito dinheiro com essa transação: ele foi adquirido por R$ 800 mil e a Chape vai faturar, tendo 75% dos direitos do jogador, mais de 9 milhões de reais. Diante dos números, a negociação é absolutamente inevitável. Não tenho os números históricos, mas acredito que foi a maior bolada que um clube catarinense já recebeu em uma transação. Com dinheiro em caixa, chegaram reforços. O último é Julio Cesar, atacante de 22 anos que estava no Oeste de Itápolis, com passagens por Caxias, ABC e Internacional de Lages.

REDONDO

O Corinthians fez um jogo redondinho contra o Palmeiras. Soube controlar espaços, impôs seu jogo em território inimigo e venceu mais uma daquelas partidas "chave" na sua campanha até agora perfeita. O Flamengo, que joga hoje, tentará evitar que a distância enorme aumente ainda mais. Muitos (inclusive eu) olham para a tabela tentando adivinhar quando será o primeiro tropeço. Em um campeonato tão equilibrado, uma hora ele vai aparecer.


ESFRIA

Com a notícia de uma possível negociação do Flamengo com Diego Alves, goleiro candidato à seleção brasileira que quer sair da Espanha, esfria o rumor de que Douglas Friederich poderia deixar o Avaí rumo ao Rio, algo previsto em contrato, mas que o presidente Batistotti não queria nem ouvir falar. Diante disso, ele terminará seu acordo até o final do ano. E se manter a média, vai ficar valorizado, até porque tem muito clube grande procurando um goleiro confiável.

MAIS UMA VARZEANA

Acompanhando as séries inferiores do Campeonato Estadual, de vez em quando aparecem as punições a clubes que não arcam com as taxas. O Jaraguá, lanterna da segunda divisão, foi a bola da vez. Devia as taxas, pediu pra parcelar. Não arcou com as parcelas, o Tribunal suspendeu. Dessa forma, o clube não tinha como indicar um estádio para mandar seu jogo contra o Fluminense de Joinville, no domingo. A Federação cancelou o jogo, deu vitória ao Flu por 3 a 0, e avisou que continuará assim até que o Jaraguá pague as suas dívidas.

JASC 1
Governo do Estado divulgou reunião com o governador Raimundo Colombo, o secretário Leonel Pavan e o presidente da Fesporte, Erivaldo Caetano Jr., o Vadinho, sobre os Jogos Abertos de Santa Catarina deste ano, que aconteceriam em Chapecó e foi transferido no início do ano para Lages. Chama atenção os R$ 2,5 milhões repassados pelo governo estadual para as obras ligadas à competição. Nestes anos que cubro os JASC, não lembro de repasse tão grande. No máximo, a metade disso para outras sedes.

JASC 2
Aliás, os Jogos Abertos desse ano, muito criticados pela forma com que municípios contratam dezenas de atletas de fora para as competições, prometem ter uma boa diferença: como muitas prefeituras estão apertando o cinto de todas as formas para colocar as contas em dia, não vai sobrar para aquela avalanche de contratações. A tendência é que os times "da casa" apareçam em maior número. Exceções são o futsal e o basquete, por exemplo, que já possuem equipes profissionais disputando campeonatos e iriam prontas para os JASC.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Coluna - 12/07


ATÉ A FCF

Surpreendeu o fato de que até a Federação Catarinense de Futebol tenha se mexido para soltar uma nota reclamando do assalto a mão armada que o Joinville sofreu em São Paulo. Não vai resolver nada, mas é sinal de apoio. O decepcionante é saber que esse árbitro ruim vai tomar dois ou três jogos de geladeira e logo vai voltar a apitar. Fico me perguntando como seria se houvesse o adicional atrás do gol.

ESCOLHA

O presidente da Federação Rubens Angelotti resolveu nomear o ex-presidente do Marcílio Dias Carlos Crispim como Diretor de Relações Institucionais, que serviria como uma espécie de elo entre clubes e ligas com a FCF. Apesar de não entender direito essa função e desconhecer se é remunerado, é bom lembrar que ele foi responsável pelo maior processo tomado pela Associação de Clubes, quando foi presidente: ele assinou um contrato de televisionamento com a RBS em 2009 sabendo que a Record ainda tinha um acordo vigente. A SC Clubes tomou um processo daqueles na Justiça. Goza de prestígio junto aos dirigentes.

TESTE

O Juca Miguel reclamou e eu assino embaixo: Série C é início da várzea da arbitragem, salvo exceções. Por exemplo, o árbitro de Mogi x JEC só tinha apitado neste ano dois jogos da Série D e um do Brasileirão Feminino, antes de "subir de divisão". Subiu e fez besteira. Nesse campeonato e na D, a CBF aproveita pra testar árbitros de tudo que é canto. No meio dos bons tem ruins.

NÃO REPERCUTIU?

Na segunda-feira, o Joinville foi descaradamente roubado em Mogi Mirim, com um gol ilegal onde a bola saiu meio metro na linha de fundo, lance que chamou a atenção em todo o país. Menos para a afiliada da Globo em Santa Catarina, que se limitou a informar o resultado da partida no seu programa de esporte e sequer mostrar o lance polêmico. Ficou feio.

SEM ESPAÇO

Aliás, não dá pra entender. Os gols do mata-mata da Série D se limitaram a uns dez segundos pra caber nos seis minutos de bloco local do "GE". Depois, é overdose de futebol carioca com os outros blocos do Rio. A afiliada catarinense usa do mesmo expediente de estados como Tocantins e Roraima, que não tem notícias locais suficientes para encher um programa. Aqui tem e não usam.

ESTAVA ESCRITO

No papel, estava mais ou menos desenhado que o Figueirense perderia para o CRB. Afinal, o time de Alagoas chegou a 13 pontos conquistados nos últimos 15, consolidando a boa fase. Enquanto isso, o Figueirense vai capengando, tropeçando na bola e enfrentando a pressão que complica ainda mais qualquer tipo de trabalho. O primeiro tempo foi terrível. Teve melhora no segundo, mas já era tarde. A distância para o primeiro fora do Z4 agora, é de três pontos.








terça-feira, 11 de julho de 2017

O Blog terá colunas diárias

Este blogueiro, prestes a completar dez anos escrevendo neste espaço, resolveu arrumar mais trabalho pra fazer.

Há tempo queria ter coluna diária. Tive algo parecido no "Notícias do Dia", onde escrevi lá por um ano, mas sendo articulista.  Durou um ano. O problema era não morar em Florianópolis. Tudo bem, agradeci. É a vida.

Mesmo sem jornal, vamos botar a coluna pra trabalhar aqui no Blog. Acho que se encaixa melhor, tem muita coisa acontecendo. Se o assunto merecer, vira Post também.

E obrigado a você que passa por aqui nesses quase dez anos. Não conheço a grande maioria dos leitores, mas tenho certeza de ter os melhores por aqui.

domingo, 9 de julho de 2017

Caminhos corretos e incorretos



Douglas, goleiro do Avaí, é o personagem da rodada do Brasileirão. Fez tudo e mais um pouco. O pênalti defendido foi a mais fácil das defesas. Uma partida de "meia-linha" que acabou em vitória avaiana por causa da cabeça fresca e disposição.

O time aguentou o bombardeio e aproveitou o desespero gremista pra se assanhar na frente. Foram duas chegadas no ataque para dois gols, de Simião e Junior Dutra. Mais uma vez o Avaí apareceu como o visitante indigesto. Ainda não saiu da zona de rebaixamento, mas dá a esperança de que isso poderá acontecer. Há um caminho indicado a ser seguido. Não vai ser fácil, mas a disposição e a disciplina, contando com a eficiência do goleiro, podem tirar o time da situação ruim na tabela. Fazendo uma comparação, o Leão está em um nível de confiabilidade maior que a Chapecoense, por exemplo, neste momento do campeonato.

E a famosa gangorra do futebol de Florianópolis aparece novamente com a má fase do Figueirense, que perdeu mais uma em casa, não dando trégua na crise que incomoda o técnico Marcelo Cabo e seus comandados. Uma das piores atuações do campeonato, somando com o lance bisonho do goleiro Thiago Rodrigues (que nem foi relacionado pro jogo em Maceió).

Quando a fase é ruim não dá nada certo. E o Figueirense precisa pontuar, engatando duas ou três vitórias seguidas pra poder respirar. Aos poucos, o sonho de acesso vai sendo trocado pela permanência. Uma resposta precisa vir antes do final do turno, sob pena de ficar tarde demais. Lá em cima existem times bem acertados, como Juventude, Guarani e até o Criciúma, que evoluiu demais sob o comando de Luiz Carlos Winck. Chegar ao nível deles é a meta. E quem vê os jogos sabe que falta muito.