terça-feira, 25 de julho de 2017

25/07 - Quando a fase é ruim, tudo conspira

Há um bom tempo atrás, o Palmeiras jogou a Série B após ser rebaixado com um time que, no papel, não podia ser chamado de ruim. Mas os resultados não vinham, o desespero foi batendo, e nada deu certo. O Inter passa por situação similar. Tem um time caro, trouxe Camilo e Leandro Damião para pesar ainda mais a folha. Os resultados não estão vindo e, junto com a má fase, vem o constrangimento. O time entrará em campo hoje contra o Oeste (apenas um ponto atrás) com a pressão do tamanho do Rio Grande do Sul. Na teoria, seria partida para chegar e vencer sem cerimônia. Mas veja como anda a situação: vejo muita gente na torcida colorada severamente preocupada com esta partida, escolada com o que aconteceu no jogo contra o Luverdense. Existem precedentes, e já teve muito time caro afundando na lama. O Inter vai no mesmo caminho, ainda que muita coisa ainda tenha pela frente na Série B.

RETROCESSO?

O Figueirense vive uma situação de desespero similar ao Inter, com a diferença de que o elenco tem uma qualidade infinitamente maior. Fui um dos que elogiou a vinda de Marcelo Cabo, mas se vê que ele não está dando conta do recado. Como a grana está curta e não dá pra trazer um caminhão de jogadores, a solução é fazer o que dá com as peças existentes, dentro de uma política de Carlos Arini que, quando chegou ao clube, trouxe vários atletas com passagem pelo futebol paulista para inchar o elenco. Não vejo a queda para a Série C como um retrocesso. Não há injustiça aqui. A bola pune os maus planejamentos feitos por dirigentes. O rebaixamento é um recado de que uma ampla reestruturação precisa ser feita para que o clube não acabe ainda mais inchado em dívidas e com erros constantes de planejamento. O Joinville está pagando pelo que colheu no ano passado. E o castigo é merecido, forçando seus dirigentes a mudar suas teorias sob pena de "pegar recuperação" e repetir mais um ano na série inferior.

NO MESMO PONTO

Abaixo, gráfico enviado pelo Juliano Fossá, de Chapecó, sobre o rendimento do Avaí em 2017 comparando com 2015, último ano que o clube jogou a Série A. Os números são interessantes, e mostram a diferença dos aproveitamentos, que convergem ao mesmo ponto a esse ponto do campeonato, com 17 pontos conquistados em 16 rodadas. Há dois, anos, o Leão fez apenas um ponto em quatro rodadas nas rodadas 13 a 16, enquanto neste ano, no mesmo período, o time conquistou cinco. Bom lembrar que o time de 2015 chegou na última rodada contra o Corinthians com a possibilidade de escapar, mas acabou empatando em São Paulo e confirmando a sua queda.


A INFORMAÇÃO

Uma coisa que é curiosa, e ninguém vai ver eu fazendo, é a tal necessidade de se gabar de ter conseguido uma informação. Tem gente que adora fazer isso, principalmente em centros maiores. O assunto é amplo, e passa por dirigentes (as raposas) de clubes (aqui em SC tem muito disso) que passa uma mensagem para jornalista A ou B com informação pra garantir bom relacionamento. Teve um presidente de clube do interior que não podia ver um telefone com DDD 48 tocando no seu celular. Mas enfim, isso faz parte.

Caso muito interessante a ser acompanhado, e que não tem nada a ver com esse tipo de tráfego de informações, é do jornalista Marcelo Bechler, que bancou e continua bancando a negociação de Neymar com o PSG, sendo alvo até de chacota por parte da concorrência. As informações seguiram, ninguém oficialmente negou, e agora a transferência está por um fio com direito a "Urgente" da ESPN de algo que todo mundo sabe.

Aliás, esse tipo de chacota não é novidade. Quando o competente jornalista Paulo Alceu deu, em absoluta exclusividade, que a RBS havia vendido suas operações em Santa Catarina aos empresários Carlos Sanchez e Lírio Parisotto, a empresa detonou, ridicularizou e desmentiu de todo jeito a informação. Meses depois, ela se confirmou.