terça-feira, 8 de agosto de 2017

08/08 - Terceirização aprovada

Com apenas dois votos contrários, foi aprovada a terceirização total do futebol do Figueirense pelo prazo de 20 anos, com mudanças consideráveis diante do acordo inicial proposto pelos investidores (ainda misteriosos) que apareceram com a salvação do Figueirense.

Vamos analisar alguns pontos: primeiro, o clube está quebrado. O presidente Wilfredo Brillinger, ainda que use de 200 argumentos, não deu conta do rojão. Não teve sucesso para conseguir fazer o clube se pagar e, vendo a conta aumentar, correu atrás de socorro. Não gostei, num primeiro momento, da forma com que o processo de terceirização (não usarei mais o termo parceria, já que os investidores comandarão totalmente o futebol alvinegro) foi tocado. Mas, em alguns dias, com a aprovação inclusive de conselheiros considerados críticos a Brillinger, a proposta foi aprovada, com a criação de dispositivos que permitem uma fiscalização dos atos da empresa.

Quem são os investidores? Qual o aporte? Que metas tem? Isso o tempo responderá. Não conseguirão ficar invisíveis por muito tempo. O primeiro desafio é fazer o time funcionar e escapar da zona de rebaixamento. Milton Cruz, o técnico que chega, é um nome interessante, apesar de não ter conseguido muita coisa no Náutico. O que interessa são atletas para fazer o time crescer. Também saberemos disso nos próximos dias.

O torcedor do Figueira foi dormir esperançoso com a possível chegada de boas notícias. É muita novidade para uma noite, uma das mais importantes da história do clube. Vai dar certo? O tempo dirá. Bom lembrar que o representante do grupo prometeu até ir para a Libertadores. Primeiro, é bom evitar a queda para a Série C.

A FORÇA DO RÁDIO

A agilidade do rádio prestou um serviço enorme para o torcedor do Figueirense e todos que queriam acompanhar o que se passava na reunião do Conselho Deliberativo que tratou da aprovação da terceirização. As rádios Guarujá e CBN estavam em cima do que aconteceu. Merecem os parabéns.

BONITA FESTA EM BARCELONA. O RESULTADO É O DE MENOS

Vimos cenas que dificilmente esqueceremos. Talvez eu e você não estaremos mais aqui quando, num dia, um time catarinense entrará em campo no velho continente para enfrentar um gigante como o Barcelona, que fez um evento sensacional para receber a Chapecoense. Os 5 a 0 foram o de menos, até porque o time entrou nervoso e até certa forma desfigurado. Como bem disse o Badá no seu facebook, ontem foi dia para se acompanhar. Os (muitos) problemas do time, deixa pra pensar a partir de hoje.

A HISTÓRIA DE NENÉM

A emoção do jogo no Camp Nou girou em torno do encontro de um gigante contra um time que busca renascer depois da tragédia. Mas dentro do jogo, um jogador representa o crescimento de um clube que saiu do "sem série" para um título continental: Neném, de anos de serviços prestados ao clube, estava lá, como titular. Merece ser destacado.





segunda-feira, 7 de agosto de 2017

07/08 - Risco crescente

Hoje é um dia histórico. A Chapecoense jogará em Barcelona pelo troféu Joan Gamper, um evento até então inimaginável para qualquer mortal do Estado. Claro que a atuação no Camp Nou é motivada por um evento que ninguém gostaria de ter vivenciado, com a perda de 71 vidas, sendo que entre elas estão amigos nossos. Mas enfim, o jogo acontecerá e a Chape montou uma operação para o jogo, encaminhando os reservas antes para a Espanha e os titulares, que voltaram a jogar mal e perderam para o Coritiba, chegam horas antes da partida na Europa.

Serão dias de homenagens e com partida oficial no meio (a Copa Suruga no Japão), mas tem veneno nisso aí: o time, que não está na melhor das fases, pouco tempo terá para treinar e se arrumar para o mais importante: se manter na Série A. A olho nu, a pontuação não assusta tanto: 22 pontos no fim do primeiro turno representa exatamente a metade do caminho andado para a permanência. Mas a verdade é que o time da Chape não se encontra em campo. Teve lampejos, com vitórias importantes que o levaram a uma posição cômoda na tabela. Mas os tropeços em casa para Atlético-GO e Bahia, somando com a derrota em Curitiba, cresceram a preocupação.

Os próximos dias serão de eventos importantes na Europa, e isso ninguém nega. Mas não pode tirar o olho no que está acontecendo aqui. O rebaixamento não é o fim do mundo, mas será dolorido. Afinal, um time de R$ 2,5 milhões de folha precisa render muito mais.

SEM REAÇÃO

O Avaí empatou com o Santos em uma partida chata. Em campo, o time não teve inspiração contra um adversário que não parecia lá ter muita vontade de se manter na parte de cima da tabela. Os problemas avaianos todos conhecem, e começam pela falta absoluta de capacidade de armação de jogadas, responsabilidade de Pedro Castro, que não cria nada e deixa o time desequilibrado. Claudinei Oliveira não tem mais nada no seu discurso além da expressão "trabalhar". Mas desse jeito não dá. Só na vontade e no trabalho não vai se resolver o problema. É necessária qualidade no material humano. É básico: sem criação não tem time que vá pra frente.

EVOLUÇÃO?

O Joinville conseguiu uma importantíssima vitória em casa contra o líder Botafogo de Ribeirão para encostar no G4 do Grupo B da Série C, com um gol de Rafael Grampola, recebendo passe de Eliomar. Há quem diga que o time consolidou uma evolução, mas penso diferente: depois do filme de terror que presenciei em Juiz de Fora, espero que essa vitória, agora sim, marque uma arrancada para a classificação. O elenco tem limitações e o técnico Pingo tem que espremer o máximo possível. A tabela colabora: serão ainda três jogos em casa (Tombense, Macaé e Mogi Mirim), com duas viagens para São Paulo para enfrentar São Bento e Bragantino. A vitória de ontem tirou um peso enorme. Agora não dá pra recuar. É a hora do sprint final.

HERCÍLIO LÁ

O Hercílio Luz, que completará 100 anos de história no ano que vem, conquistou o título do primeiro turno da Série B do Catarinense e garantiu sua vaga na semifinal, depois de vencer o Marcílio Dias em casa por 1 a 0. Caso o Leão do Sul leve o returno, garantirá acesso antecipado, enquanto os dois melhores do índice se matarão pela segunda vaga. O segundo turno promete ser bem interessante: o Marcílio, pressionado, trocou de técnico e terá que ir ao mercado para qualificar. O Concórdia de Mauro Ovelha reforçou bem o time e mostra que vai brigar pelo título do returno com um time bem mais qualificado. Também tem o Camboriú, que também tem técnico novo, e o Guarani de Palhoça, que teve a oportunidade de conquistar o turno na última rodada.