sexta-feira, 18 de agosto de 2017

18/8 - Aguardando providências

Passaram-se dois jogos do início da nova gestão "terceirizada" do Figueirense e nada de novo se viu. Pelo contrário, piorou: Bruno Alves foi embora, Milton Cruz não conseguiu arrumar a bagunça, e o time ainda está lá no Z4 da Série B. Sinto que houve uma ponta de decepção do torcedor. O novo grupo chegou, prometendo muito (não esquecerei de cobrar as idas para a Libertadores), e dando a entender que traria um caminhão de reforços. Não foi assim. Alex Bourgeois disse que agora tem subsídios para começar a trabalhar, o clube zerou as pendências salariais, e poderão vir algumas dispensas para enxugar o elenco.

Não há muito tempo para paciência e nem boas opções no mercado, em vias de fechar a janela do exterior. Vejo que a primeira tentativa é arrumar o time com o que há a disposição. Se não der certo mesmo assim, o mercado é plano B. Mas penso: onde encontrar atletas de qualidade neste momento? a temporada europeia está começando e as opções não são muitas. Aqui no Brasil, tem alguns não aproveitados na Série A, que não servem em seus times, que estão loucos para repassar. Como diria um amigo meu, neste momento o mercado é um rio vazio, onde só se encontra tranqueira.


SUBINDO

Ainda que muitos o considerem um técnco folclórico, tenho o maior respeito por Mauro Ovelha e a sua história no futebol de Santa Catarina. Comandando o Concórdia na segundona de SC, ele mostra suas credenciais: são cinco vitórias seguidas e a liderança do returno do campeonato, tendo a chance de entrar no G4 da classificação geral se vencer o Camboriú, em casa. Essa arrancada do CAC é um alerta para o Marcílio Dias, que entrou no campeonato prometendo e não vingou. O time está no seu terceiro treinador e nesta semana soltou uma nota no seu site, tratando da complicada situação financeira e do caixa comprometido por ações trabalhistas. Teremos bons pegas pela frente.


DECISÃO EM SOROCABA

O Joinville joga hoje em Sorocaba com a missão de pontuar contra o São Bento, adversário direto por uma das vagas para a próxima fase. Sem Tinga e Charles, suspensos, Pingo tenta ainda achar a equação ideal do time, que tem ótimo desempenho dentro de casa, mas fica devendo muito fora dele. Uma vitória deixa a classificação muito próxima, uma vez que o time enfrentará os lanternas Macaé e Mogi dentro de casa.

VAI MESMO

Falando em Mogi, a Federação Paulista deu uma força, mandou uma grana e o time vai entrar em campo contra o Tupi, no sábado. Melhor assim, que termine com bola rolando. Mas dificilmente o Mogi Mirim escapará do rebaixamento. O Joinville fará o ultimo jogo contra eles, na Arena.


JASC

Está marcada para o dia 19 de outubro a cerimônia de acendimento do fogo simbólico dos Jogos Abertos de Santa Catarina em Brusque, onde tudo começou no ano de 1960. O evento muda de local e volta ao lugar onde foi aberta a primeira edição dos JASC: a Sociedade Esportiva Bandeirante.

domingo, 13 de agosto de 2017

14/08 - Renascer fora e dentro de campo

A semana foi de sonho para grande parte da torcida do Figueirense. Temos que concordar que o caminho tomado até agora pela parceira que terceirizou o futebol do clube foi certinho. Chamou torcida pra conversar, contratou um dos maiores ídolos do clube para função estratégica no futebol, dando cutucada no presidente... tudo ajudou para reanimar uma torcida machucada com os maus resultados e a presença na zona de rebaixamento.

Fora de campo há sangue novo. A primeira impressão é positiva, a analisar como ela vai caminhar. Mas dentro de campo o time é o mesmo. E não é Milton Cruz que vai resolver. Ainda mais que Robinho, o principal nome do time, voou para o Fluminense. Nomes são necessários para ontem com objetivo de permanecer na Série B. Acesso? A turma do G4 já está longe, e jogando bem.

Olhando de forma fria e realista: o Figueirense não tem time pra cair. Tem coisa pior nessa Série B que não é possível que aguente muito tempo no meio de tabela. Tudo teria que dar errado de uma forma como aconteceu com o Joinville ano passado, com seguidas oportunidades que foram desperdiçadas de toda forma. Mas como prudência é fundamental, aguardaremos os reforços que a nova gestão trará. E não dá pra trazer time novo. Há limite de transferências (5) de times da Série A e o mercado do exterior pode ser uma opção.

OS DOIS JOGOS DECISIVOS

O Avaí conquistou uma vitória sensacional em Salvador, contra arbitragem e tudo, e está na porta de saída do Z4 da Série A. Para escapar e tentar acumular uma pequena gordura, é necessário matar os dois jogos que vem em casa, contra o São Paulo e a Chapecoense, confrontos diretos. O maior desafio aqui é regularidade. A impressão deixada no Barradão foi bem positiva, assim como tinha sido contra Grêmio e Botafogo, só pra citar dois jogos. O problema é que o time não consegue repetir essas boas atuações.

MAIS UMA VITÓRIA

O Joinville venceu o Tombense por 2 a 0 e chegou a 21 pontos na classificação do Grupo B da Série C. Sem dar espetáculo, perdendo um caminhão de gols e, mesmo assim, confirmando-se como o melhor mandante do campeonato. É uma sensação estranha: o time não é confiável ainda, tem problemas jogando fora de casa e vai conseguindo se manter na parte de cima da tabela, sob o comando de Pingo. O grupo está muito embolado, com cinco times separados por apenas dois pontos de diferença. Ou seja: dependendo do próximo jogo sexta, em Sorocaba contra o São Bento, o time poderá ser líder com uma vitória ou ainda cair pra quinto ou sexto, caso perca. O zagueiro Charles e o volante Tinga estão suspensos para este jogo

TRISTE SITUAÇÃO DO MOGI

O Mogi Mirim, o ex-Carrossel Caipira, que já pregou muita peça em time grande, está abandonado. Deve um caminhão de salários e os jogadores, justificadamente, resolveram não entrar em campo. São trabalhadores, esperaram muito e tinham esse direito. Dificilmente o Mogi voltará ao campeonato, recebendo uma dura punição e mexendo consideravelmente na classificação do Grupo da Série C, já que em caso de eliminação seus resultados serão desconsiderados. Um problema a ser discutido na próxima semana.

ENQUANTO ISSO NO ACRE

O Atlético Acreano conquistou seu acesso à Série C ao eliminar o São José de Porto Alegre em casa, se juntando ao Globo-RN e ao Juazeirense-BA. (o quarto acesso será definido hoje, com o Operário de Ponta Grossa super favorito contra o Maranhão). O time de Rio Branco tem uma estrutura super simples, com treinos em condições precárias e folha salarial baixíssima. Na superação, conquistaram o seu objetivo.