quinta-feira, 19 de outubro de 2017

No finalzinho, o alívio da Chape e a decepção do Avaí

A rodada desta quarta tinha tudo para terminar bem para Chapecoense e Avaí.

Acabou com final feliz só para a Chape, que passou por um jogo de emoções em Belo Horizonte e quase colocou tudo a perder contra o Galo. Saiu atrás num erro infantil, conseguiu a virada com muita perseverança (teve até gol de Wellington Paulista, depois de muuuuito tempo), tomou empate em outro erro primário, deixando Fred sozinho para cabecear e, no fim, uma bela jogada de Reinaldo teminou no gol do alívio marcado por Luiz Antonio.

Em época de troca de treinador, não há dúvida que a vitória vai permitir a Gilson Kleina trabalhar com um ambiente bem melhor. Mas é bom ter atenção: o triunfo em BH fez o time subir boas posições, ultrapassando São Paulo, Vitória e Sport e empatando com Atlético-PR e Bahia. Pela frente existem só confrontos diretos, que podem selar de uma vez a permanência na Série A, começando pelo Fluminense em casa e o retrospecto altamente favorável contra o adversário. Depois tem Atlético, Bahia e São Paulo. Ou seja: várias decisões em sequência. Verdadeiros jogos de seis pontos.

Frederico Tadeu / Avaí FC
Na Ressacada, a entrada de Marquinhos colocou fogo no time do Avaí, que não se encontrava em casa contra o Botafogo no primeiro tempo. Sua entrada fez o time funcionar, a torcida sentiu o bom momento pra ir junto, e o gol de pênalti consolidou o bom momento. Junior Dutra teve na sequência a chance de liquidar a fatura, mas o caminho era bem mais dramático.

Acréscimos, ah os acréscimos... Quando se toma um gol depois dos 48 é meio que habitual criticar a arbitragem. Não foi diferente na Ressacada. Mas a cera extra de Leandro Silva, combinada com o gol perdido de Junior Dutra, combinada com a falta de concentração, transformou a vitória em empate, que complica demais a situação avaiana. Já dizia Nardela: depois dos 45 não tem mais jogo. O Avaí não soube lidar com o que tinha nas mãos.

Aquela história de time sensacional no returno já foi sepultada faz tempo. O mais recente número é muito preocupante: o Avaí é o pior time do campeonato nas últimas cinco rodadas, com apenas 2 pontos conquistados. Em um momento de sprint final, isso é muito preocupante. Menos mal que o time mostrou algo a mais no segundo tempo. Isso pode dar esperança de que uma verdadeira reação aconteça. Pra isso, é necessário entrega. De Marquinhos, você não pode esperar coisa diferente. Tem que ver como se comporta o resto.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A "lei surpresa" que revoluciona o esporte em SC e cria uma senhora confusão para o JASC

Caiu feito bomba. A Assembleia Legislativa aprovou, e o governador sancionou no início desse mês, sem repercussão alguma, uma lei que muda radicalmente a forma como são organizadas as competições da Fesporte no Estado. De uma hora pra outra, só estão autorizados a participar dos Jogos Abertos, Joguinhos e OLESC atletas nascidos no Estado ou residentes em Santa Catarina há mais de dois anos.

O mérito do projeto é bem interessante, mas há dois pontos: primeiro, seria injusto mudar as regras do jogo a 20 dias dos JASC em Lages. Segundo, que ele tramitou na Assembleia na surdina, foi aprovada em plenário sem nenhuma observação da bancada governista e pior, foi sancionada pelo Governador Raimundo Colombo sem que ninguém falasse "peraí, que projeto é esse?". A Fesporte, que deveria regular isso junto com o CED, foi pega de surpresa e virou a mulher traída da história.

O resultado foi bombástico. Como virou lei, pode criar um problemão no JASC, já que as inscrições acabaram, os times estão montados e, teoricamente, qualquer um pode ir à justiça e reclamar irregularidades. Durante todo o dia de ontem, reuniões aconteceram para ver o que poderia ser feito pra não melar as competições. Tudo poderia ser evitado com um pouco de atenção. O deputado Antonio Aguiar, autor do projeto, está radiante. Mas o Conselho Estadual do Desporto pensa diferente. Bem diferente.

Pra resolver isso, é necessário que se revogue a mudança na lei ou crie-se um dispositivo que dê "vista grossa" à mudança, até porque as inscrições acabaram e não se muda regra do jogo com ele em andamento. De toda forma, é uma rasteira nos órgãos responsáveis pelo esporte catarinense, que discutem um formato e depararam com uma lei pronta e em vigência.

Agora vamos ao mérito: é necessária uma mudança no que diz respeito às contratações, mas com alguns limites. Concordo, por exemplo, que esse dispositivo da nova lei atinja diretamente, sem mudar nada, as competições de base como Joguinhos e Olesc, que deveriam ser de formação, mas que conta hoje com times inteiros contratados de outros lugares do Brasil. Para os JASC, isso precisa ser aprimorado. Por exemplo, os times de futsal vêm com suas forças máximas, montados não só para os Jogos, mas para toda a temporada, incluindo a Liga Nacional. Seria injusto "limpar" os times desta forma, ainda mais impondo um limite de dois anos de residência. Por outro lado, a contratação de "seleções" de todo o país que chegam, desembarcam no JASC, competem um dia e de lá vão pro aeroporto, essa sim, precisa ser controlada com rigor.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Figueira só escapará do rebaixamento por sorte

Passa o tempo e o time do Figueirense não evolui. Não tem energia, não mostra melhora no sistema de marcação e vai sobrevivendo na Série B por causa de alguns bons resultados em casa. Depois da derrota para o Londrina, vem aí um jogo contra o animadíssimo Ceará que pode colocá-lo de volta no Z4.

Milton Cruz, o técnico que a nova gestão trouxe, definitivamente não deu certo em Florianópolis. Mesmo com um elenco limitado, não conseguiu dar um mínimo de organização. Em Londrina, assistiu sem reação seu time ser envolvido pelo adversário e, pra piorar, falou abobrinhas na entrevista coletiva. É, definitivamente, um barco à deriva.

Ainda acho que o Figueira se salvará do rebaixamento, mas por puro acaso da sorte. ABC, Náutico e Santa Cruz já cavaram sua cova, restando, em tese, uma vaga, bem encaminhada pelo Luverdense e com o Guarani fazendo uma força danada para voltar para a C.

E se o clube aposta na sua casa, então que consigam umas três vitórias pra não ter pesadelo.

Depois, discutiremos a nova gestão. A saída de Alex Bourgeois tem muitas hipóteses mas nenhuma informação concreta. A saber a importância dele dentro da estrutura que foi montada para assumir o clube e qual o impacto disso no dia-a-dia.

O marketing está bem, motivando o torcedor. Só que quando o lado esportivo não entrega resultado, isso toma efeito contrário. Aí não vai ter telão, food truck ou promoção de ingresso que segure a onda.