terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Joinville





JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  (Municipal)  - 22.000 lugares
Presidente: Jony Stassun
Técnico: Rogério Zimmermann
Ranking "BdR" 2017: 5o. Lugar
Catarinense 2017: 5o. Lugar


O torcedor da maior cidade de Santa Catarina aguarda ansiosamente por boas notícias em 2018. A temporada passada foi muito difícil, com resultados que não vieram, uma Série C fraca, muitos problemas de gestão e falta de dinheiro. Mudou o ano e sinais de mudança aparecem no ar. Com dificuldades para negociar no mercado, o time do JEC foi montado mas deveu muito em qualidade. Com isso, o presidente Jony Stassun foi sendo cada vez mais pressionado e se tornando um inimigo da torcida, que não esperava outra coisa se não a troca da diretoria (o mandato termina em abril). A notícia alentadora veio quando um grupo de pessoas apareceu com a proposta de assumir a barca tricolor com uma nova energia, ideias e, principalmente, com ferramentas que possam trazer dinheiro. Com isso, quase todo o novo grupo que assumirá o clube já está lá dentro, ou seja, ocupando cargos de diretoria. Quando do fim do mandato, Stassun passará o poder a Vilfred Schapitz, que está há anos dentro do JEC, um dos líderes deste novo movimento.

Quando da montagem do elenco, o Joinville tinha a necessidade de montar um time bom, raçudo, e que, principalmente, encaixasse no orçamento, que é certamente o mais baixo entre os chamados cinco grandes do Estado. Daí apareceu o nome de Rogério Zimmermann, de 52 anos de idade e 5 temporadas seguidas no Brasil de Pelotas, o qual trouxe da Série D para a B do Brasileirão. A ideia é simples: usar do seu know-how para montar times rodados e garimpar bons valores no mercado a preço acessível. Para alcançar os objetivos no ano, Rogério trouxe (obviamente) ex-comandados seus no Xavante para montar uma espinha dorsal no seu trabalho, enxertando com atletas remanescentes do ano passado e contratações que vieram exatamente dentro do perfil esperado.

O time tem um jogador que posso considerar fora desse tal perfil. Mas é por bom motivo: Rafael Grampola, atacante artilheiro da Série C, mesmo sem o Joinville ir para o mata-mata. Vindo do Bragantino, ele terminou a temporada passada em excelente fase, chamando a atenção de muito time por aí que está precisando de um camisa 9. Dos remanescentes, destacam-se o goleiro Matheus, o lateral Alex Ruan e os jovens Madson e Eduardo Person, que me chamaram muito a atenção no ano passado. Dos jogadores de confiança do técnico, chegam o atacante Elias, que passou pelo Figueirense, o zagueiro Evaldo e o meia Marcos Paraná. Tem ainda o volante Michel Schmoller, primeiro contratado na intertemporada, ex-Figueirense e Inter de Lages?

O que dizer do JEC para o Estadual? O time trabalha desde o ano passado, quietinho. Sem alarde, Rogério vai tentando moldar esse time para ter um bom ano de 2018. Penso que a cobrança não pode ser forte no campeonato catarinense, até porque o novo grupo terá plenos poderes para tocar o clube lá no início da Série C. A meta não é ser campeão catarinense, e sim voltar para a Série B. O time tricolor, hoje, não é candidato ao título estadual. Mas se o tempo for bem aproveitado e o time encaixar, esse tempo poderá ser valioso para que o JEC volte a ser aquele JEC que todos conhecem no Campeonato Brasileiro.





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