sábado, 10 de fevereiro de 2018

Tubarão e Criciúma pagam o preço da montagem de elenco mal feita

Gabriel Machado / Inter de Lages
É até surpreendente. Tubarão e Criciúma entraram na temporada prometendo desempenhos bem melhores. Mas acabaram escancarando a falta de qualidade e, hoje, figuram na zona de rebaixamento do Campeonato Estadual. Reflexos de escolhas erradas e, pior que isso, falta de movimentação para mudar a situação. O tempo não para, e daqui a uma semana já termina o primeiro turno.

O Tubarão foi derrotado pelos reservas da Chapecoense e já vinha mostrando fraquezas no seu elenco. Waguinho Dias parece ter esgotado as suas possibilidades e o time não rende. Depois do título da Copa Santa Catarina, acreditava-se em um salto de qualidade do clube, que não poderia se impressionar depois de vencer uma competição de baixo nível no final do ano passado. Não deu muito certo e o time, que só venceu o Criciúma (companheiro de fase ruim) e o fraco América de Natal (que demitiu hoje o técnico Leandro Campos), irrita o presidente Luiz Henrique, que não escondeu sua insatisfação às rádios do Sul. Vale lembrar que o gerente de futebol e responsável pelas contratações é Julio Rondinelli, de trabalhos muito ruins no futebol catarinense, culminando com o rebaixamento do Joinville para a Série C, com um elenco inchado e de baixa qualidade. O treinador é bom, mas deve cair em caso de derrota para o Avaí na segunda-feira.

Em Criciúma, tudo começou com Lisca, escolha arriscada, que não durou muito. O time teve troca de técnico e de executivo, precisando de uma reação pra ontem. O clube demora demais para anunciar um técnico novo, deixando o interino Grizzo com a bomba. Além do mais, contratações são necessárias. 

Vamos concordar que o Tigre não tem mais chance de chegar entre os dois primeiros da classificação geral que vão à decisão em jogo único. Logo, um clube desse investimento precisa iniciar urgentemente um replanejamento para não cair e, num passo seguinte, limpar a casa para a disputa da Série B. Diferentemente do seu rival de Tubarão, que luta por vaga na Série D e não tem vaga garantida na Copa do Brasil, o Tigre tem apenas uma missão nos próximos meses. Mas precisa se mexer. Não dá pra contar que o time não será rebaixado se não houver reação. Esse campeonato, diferente de outros anos, não tem um time do grupo dos pequenos que você pode taxar como favoritíssimo ao rebaixamento. Isso provoca ainda mais atenção.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O dia que a Federação cedeu o Estadual de graça

No ano passado, a Federação Catarinense Futebol de Salão conseguiu vender, por 20 mil reais, os direitos de transmissão de duas partidas finais do campeonato estadual da modalidade, entre Joinville e Concórdia. Não é muito, mas pelo menos alguma coisa rendeu (quanto foi para os clubes eu não sei, mas de graça, definitivamente não foi).

Todos sabemos o que aconteceu no caso envolvendo o Premiere e o Estadual do campo. Não houve acerto e a Globosat não quis continuar aqui. O motivo é aceitável, uma vez que o custo de produção de até quatro jogos por rodada, diante da exigência de acompanhar cinco clubes, pesou. Também constatamos que, faltando pouco mais de uma semana pra terminar o primeiro turno do Estadual, não houve avanço nas transmissões pela internet. Tem gente boa pelo estado que monta estrutura para boas coberturas, mas no apito inicial tem que mostrar outra coisa e ficar com o áudio. No fim, promessa vazia de novo. Falaram até em PPV pela internet, modelo bastante questionável no quesito rentabilidade.

Agora, vivemos a era do futebol 0800. Ontem, fomos surpreendidos pelo anúncio que a Federação assinou um contrato gratuito com o Sportv para transmitir cinco partidas do Estadual. E tem mais: além de não render um centavo pra ninguém, deu direito à emissora de mexer no horário dos jogos, chegando ao absurdo de marcar um Joinville x Avaí, partida que tem um bom apelo, para as cinco e meia da tarde de uma segunda-feira, na Manchester. Além do mais, pediram para que o clássico de Floripa entre Figueirense e Avaí fosse as 11h de domingo. No verão.

Tá tudo errado. Presidente Rubinho, fica um apelo: muita gente me disse que as intenções do senhor são as melhores, e eu acredito nisso. Conversamos outro dia e senti boa vontade em fazer o bem para nosso futebol.  Mas entendo que você está mal assessorado. Teria muito mais resultado a liberação da transmissão por Youtube, aberto pra todo o planeta, de duas ou três partidas por rodada, do que jogar de graça no Sportv. É um contrassenso. Pior será se a Globosat não abrir o sinal do Sportv para o Estado e obrigar o torcedor catarinense a pagar pelo pacote do Premiere, que foi cancelado há algumas semanas justamente pela falta do catarinense. Definitivamente, não dá pra entender.