sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A polêmica da liberação da Arena Condá: porque não há critério único?

O problema que a Chapecoense enfrenta com a liberação da Arena Condá é exatamente a mesmo que o Joinville passou há exato um mês, na véspera da estreia do campeonato contra o Brusque: por causa de uma série de exigências, e principalmente o levantamento de uma barreira de acrílico bem alta, a Polícia Militar não quis liberar público.

No caso joinvilense, uma reunião com o comando em Florianópolis, com a presença de deputados e um aperto de mão fotografado, o estádio foi liberado e está recebendo torcedores normalmente.

Agora, a três dias do jogo Chapecoense x Avaí, depois da Arena Condá ter recebido até partida da Libertadores, vem de novo a tal da exigência do acrílico. A FCF teve que obedecer a ordem do órgão de segurança e vetou público no jogo.

As Arenas Condá e Joinville são novas, recém-reformadas e tem suas arquibancadas construídas de uma forma praticamente igual aos estádios de Copa do Mundo. Sem cerca, sem acrílico, sem alambrado.

Da mesma forma, o Augusto Bauer, o Municipal de Concórdia, os dois de Tubarão, só pra citar estes, tem uma configuração que permite, por exemplo, que objetos sejam jogados no gramado com tanta facilidade quanto seria em Joinville em Chapecó. Mas lá ninguém reclamou disso.

A perguntas principais são: por que isso? Por que não há uma igualdade nas exigências, seja para os estádios mais antigos ou mais modernos? Por que o Maracanã ou a Arena Corinthians não tem esse tipo de proteção e aqui é necessário a ponto de interditar estádio?

Não dá pra entender e, mais uma vez, nosso futebol perde de novo com mais esse desgaste.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Figueira e Chape, um jogo de baixíssimo nível

Luiz Henrique / FFC
Depois de tanta expectativa, Figueirense e Chapecoense fizeram um dos piores, se não o pior, dos jogos do Campeonato Estadual. Daqueles que foram transmitidos pela TV, foi o pior com toda a certeza.

O tipo da partida que ninguém quis se expor. O tempo foi passando, a paciência esgotando, e ninguém queria nada com nada. No final da partida, a Chape ainda tentou empurrar a marcação do Figueira e tentar alguma coisa. Sem qualidade. Sem nada que animasse o torcedor, que até foi em bom número considerando o horário.

O campeonato tem tudo para ser polarizado entre os dois. Aqueles que estão na tabela não conseguem engatar uma arrancada. O Avaí, mesmo sem a intenção declarada de título do treinador, já perdeu cinco pontos "imperdíveis" em casa para Concórdia e Tubarão e poderá perder mais terreno se for derrotado hoje pelo Brusque. Já o Joinville, vive de uma sina que o persegue desde o ano passado, com boa campanha em casa (tem 100% na temporada) e decepcionante fora (só venceu o Itabaiana pela Copa do Brasil. De resto, só derrotas). Ontem, deu gás ao lanterna Criciúma que precisava dar um alívio na crise.

O preocupante nisso tudo é que o nível técnico do Estadual como um todo é muito baixo. Restando menos de dois meses para o início do Brasileirão, fica a preocupação de que todos, sem exceção, precisam evoluir muito.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

Cadê o sorteio de arbitragem?

Advertido por um leitor atento do Blog, fui assistir à uma das "Audiências Públicas" que estão no site da Federação Catarinense de Futebol para anúncio das arbitragens para as rodadas do Estadual.

Uma delas você pode acompanhar aqui:
https://www.facebook.com/FederacaoCatarinenseDeFutebol/videos/858859250951644/

Note que não há sorteio de arbitragem, algo que existia há tempo.

Quem se lembra, na época da antiga direção (e bandeira antiga deste que vos tecla), os sorteios começaram a ser transmitidos em 2010. Inclusive era divulgado na escala o nome do árbitro "pé frio" que não foi designado.

A FCF admite que não o está realizando. O apresentador do sorteio diz, claramente, que "Os árbitros, assistentes, delegados e avaliadores foram escolhidos levando em conta a sua competência profissional, forma física e técnica". No critério deles.

Ou seja, voltou a ser como antes. O sorteio acabou. A transparência, também. Assume-se o risco.
Não é o certo.

Com a resposta, a Federação.




Comissão de arbitragem anuncia escalas sem realização do sorteio