sexta-feira, 16 de março de 2018

Qualidade, classificação e dinheiro no bolso

Ao ligar a TV para ver Avaí x Fluminense, pensei: lá vem o Flu pra pressionar feito louco e deixar o contra-ataque aberto. Isso não aconteceu. Aliás, nem parecia que o time do Abel Braga precisava vencer para avançar na Copa do Brasil. Isso tem que ser creditado à forma que o Avaí se postou em campo, mesmo com dez jogadores (Getúlio errou ao dar um bico na bola com lance parado, mas sua reclamação procedia, ele não estava em impedimento) e se classificou vencendo.

Sobrou entrega ao time avaiano. Claudinei Oliveira acertou nas alterações e foi premiado, quando Lourenço, que havia entrado poucos minutos antes, fez o gol da classificação e da tranquilidade azul. E olha que a vitória poderia ser maior.

Enquanto isso, o presidente devia estar sorrindo de orelha a orelha. A classificação lhe garantiu, até agora, mais de R$ 4 milhões acumulados com a chegada na quarta fase da Copa do Brasil, o que, somando aos R$ 6 milhões da cota de TV mais patrocínios e outras rendas, em uma ótima condição de caixa para o Brasileirão. (e muuuito mais dinheiro que a paupérrima cota do campeonato catarinense). Dinheiro que ajuda e muito na qualificação do elenco para tentar o acesso.

Entendo que o Leão não tem mais o que almejar no Campeonato Estadual e não precisa mais se preocupar com ele, onde poderá fazer testes. A meta é chegar nas oitavas da Copa do Brasil, o que renderá mais uma grana boa. O sorteio é na segunda, e no pote há tanto times complicados quanto totalmente possíveis de avançar.




quinta-feira, 15 de março de 2018

Figueirense joga muito nos 90 minutos, mas acaba eliminado por Victor

Bruno Cantini / CAM
É complicado falar que o Figueirense foi eliminado "de cabeça erguida", porque a "não-ida" para a quarta fase da Copa do Brasil acarreta em quase 2 milhões de reais que não entram para o clube. Mesmo assim, o time jogou muita bola contra um adversário de Série A. Foi pra cima, buscou fechar espaços, e fez o Atlético tocar a bola de um lado para o outro atrás de uma brecha no bem postado time alvinegro.

No final, a eliminação veio pela circunstância. Não tem mais gol qualificado, e pela frente estava um dos maiores goleiros do país. O aproveitamento tinha que ser excepcional. Não deu e vida que segue.

Continua a boa impressão que temos do trabalho de Milton Cruz no início de temporada. Pode até parecer um contrassenso usar o termo "boa impressão" se o time ocupa a segunda colocação no Estadual e perdendo apenas um jogo, para o Galo, na temporada. A questão aqui é que o objetivo principal está na Série B, onde vale o acesso, em um campeonato desgastante. O caminho para a formação do time é correto e está bem encaminhado. Mas sempre há espaço para evoluir.

Em BH, o time fez tudo certo, nada que tenha que ser reparado nos 90 minutos. Um partidaço. Mas nos penais, não dá pra bater mal contra Victor. Esperava mais do próprio Jorge Henrique, que tem experiência em qualidade de chute. Mas estaria comentendo uma injustiça gigantesca ao criticar quem participa de uma disputa de pênaltis. É a vida e isso é o futebol.