sábado, 2 de junho de 2018

Conheça a segundona: Barra

BARRA FUTEBOL CLUBE
Fundação: 18 de janeiro de 2013
Cores: Azul e Amarelo
Estádio: Camilo Mussi (particular - pertence ao Almirante Barroso) 1.100 pessoas
Presidente: Benê Sobrinho
Técnico: Fabio Sanhudo
Ranking "BdR" 2017: 16o. Lugar
Catarinense 2017: 6o. lugar na Série B



O Barra entra em sua terceira temporada na segundona sem trazer muitas expectativas. O trabalho é bem realizado na base, o clube tem um CT e, com alojamento localizado a cerca de 30 minutos dos campos, ele cede bicicletas pra garotada ir treinar. As partcipações do time nos últimos anos não são vergonhosas, mas também não empolgam. Ano passado, o time fez um primeiro turno muito ruim, mas até conseguiu se recuperar na segunda metade. Teve até a chance de se classificar para as semifinais, mas algumas patinadas o deixaram na modesta sexta colocação. É uma lógica de time empresa: é clube novo, com torcida muito pequena, e sem identificação com a sua cidade-sede, já que é sediado em Camboriú e mandará os jogos mais uma vez no Estádio Camilo Mussi, em Itajaí. Antes disso, chegou a jogar em Brusque, para poucas testemunhas. O Pescador, como clube gosta de ser chamado, tem um estreante no comando: é Fábio Sanhudo, com passagem pela base do Internacional e trabalho longo no Barra com a base. Também trabalhou no futsal, comandando o time alemão do Regensburg no ano passado. Está no clube desde 2015 e, dentro do planejamento para este ano, foi guindado a técnico do time profissional.

O time do Barra terá muita gente jovem, mas abriu espaço para alguns experientes, que fazem a famosa "Mescla". Dois se destacam: um é o conhecidíssimo meia Athos, no alto dos seus 37 anos e sete acessos no currículo. Estava no Operário de Ponta Grossa, e tem passagens pelo Criciúma, Chapecoense, Marcílio Dias e Internacional de Lages. Outro conhecido é o também experiente atacante Cadu Mineiro (atualmente chamado apenas de Cadu, o "Mineiro" foi adotado na Chapecoense para diferenciá-lo do volante Cadu Gaúcho, que virou diretor do clube, falecido no acidente da Colômbia). De resto, o time pretende ser basicamente formado pela turma criada dentro do seu próprio CT.

O que esperar do Barra? Nada além do que foi nos outros anos. Não é um investimento para acesso, e tampouco é um trabalho ruim pra se pensar em rebaixamento. É o único dos dez times que é um clube empresa, sem aquele vínculo com torcedor e a tradicional cobrança. Poderá surpreender, mas tem elenco para, mais uma vez, ser meio de tabela.




sexta-feira, 1 de junho de 2018

Conheça a segundona: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Sesi (Particular) - 6000 pessoas 
Presidente: Saulo Reitz
Técnico: Rodrigo Cascca
Ranking "BdR" 2017: 10o. Lugar
Catarinense 2017: 10o. Lugar na Série A



Ano duro para o torcedor do Metropolitano, que não vê o time entrar em campo desde julho do ano passado, quando encerrou a participação do time na Série D. Não foram dias fáceis, mas a tragédia meio que vinha sendo anunciada. Desde 2016 o time não vinha bem das pernas. O ex-presidente Pedro Nascimento não teve sucesso para conseguir bom orçamento e o time não se qualificou. Acabou rebaixado no Estadual em último lugar, com apenas 4 vitórias em 18 partidas. Fazer futebol em Blumenau não é fácil: a torcida vai em pequeno número, as vistorias enchem o estádio do Sesi de problemas, e agora a realidade é de segunda divisão. Coube ao novo presidente, Saulo Reitz, a missão de comandar essa volta por cima do Metrô, que terá que encarar a segundona depois de um longo período na primeira divisão. Passando por cima das dificuldades, ele conseguiu montar um time bem interessante.

O técnico do Metropolitano é Rodrigo Cascca, de 39 anos, que tem no seu currículo uma passagem pelo Camboriú na temporada passada. Estava no Toledo-PR e colecionou alguns resultados interessantes. Veio para o clube para a função de coordenador técnico e, logo, participou diretamente da montagem do time. E como a diretoria não encontrou um nome que se encaixasse na realidade do clube para ser o treinador, Cascca tom
ou o caminho natural e passou também a comandar o time na beira do gramado. É conhecido na cidade, por já ter trabalhado no Blumenau em 2014.



O elenco montado pelo Metrô é até surpreendente diante da realidade financeira de todos os times da segundona. O principal nome do elenco é o experiente zagueiro Douglas Silva, de 34 anos, ex-Avaí, Figueirense, Vasco e Joinville, que fez um campeonato estadual excelente pelo Brusque, sendo inclusive indicado para a premiação dos melhores do Top da Bola. Muitos podem perguntar como ele pode jogar a segundona de SC tendo atuação tão boa no início do ano. Acontece que seu empresário é parceiro do clube e viabilizou a sua permanência por lá. Outros bons nomes trazidos pelo Metrô são o goleiro Martins, o volante Grando e o meia Bruninho, do Hercílio Luz (olho nele), o meia Diogo Palhinha, ex-Avaí, e o zagueiro Rafael Schmitz, de 37 anos, que resolveu abandonar a aposentadoria para ajudar o Metropolitano em campo. Sua carreira tem passagem por um bom tempo na Europa, principalmente na França.

Não tem como não colocar o Metropolitano na lista dos favoritos ao acesso. Até pelos anos de participação na primeira divisão, o time tem a obrigação de conseguir seu retorno no ano seguinte, o chamado "bate e volta". É um time que tem uma defesa bem interessante, bons meias e um treinador que mostrou bons trabalhos. Deve estar entre os quatro semifinalistas.


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Conheça a segundona: Camboriú


CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia - Municipal (3.500 lugares)
Presidente: Renato Cruz
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2016: 11o. Lugar 
Catarinense 2016: 10o. lugar na Série A



O Cambura chega em mais um ano de segundona depois de uma temporada apenas regular no ano passado. O time da terra do mármore sempre aparece como um dos postulantes ao acesso, mas acabou caindo de produção com o campeonato de 2017 em andamento. Terminou o primeiro turno em segundo lugar, atrás apenas do campeão Hercílio Luz. Na segunda parte, perdeu gás, sofreu três derrotas mas mesmo assim, na última rodada, conseguiu ir para a semifinal na última rodada, ficando na frente do Guarani pelo saldo de gols. Mas como o time não estava rendendo a contento, acabou sendo presa fácil para o Hercílio no mata-mata decisivo, com duas derrotas, em casa e fora. Passada a experiência, o presidente Renato Cruz resolveu dar uma tacada mais alta: apostou na experiência do atual técnico campeão e de atletas que conhecem cada buraco deste campeonato traiçoeiro.

E a aposta do time laranja não é bem uma aposta, e sim uma contratação de peso: o técnico é nada menos que Mauro Ovelha, 50 anos, que dispensa maiores apresentações. É um dos ícones do futebol catarinense, excelente zagueiro e treinador reconhecido no Estado. Traz com ele um dado interessante: foi campeão em duas das últimas três edições da segundona (2015 com o Brusque e ano passado, com o Concórdia). Sua contratação não é pelo nome em si, mas pelo conhecimento que possui com esse tipo de campeonato. Tanto é que trouxe consigo vários nomes da sua confiança, a fim de montar uma estrutura capaz de chegar bem às semifinais, para chegar ao acesso." O casamento entre o Mauro e o Camboriú era uma questão de tempo. Ele e o clube já haviam conversado em outras oportunidades, e isso acabaria acontecendo uma hora ou outra. Estamos felizes por poder trazer esse nome tão importante do futebol do estado para defender as cores do Tricolor. É uma contratação que nos dá muita confiança para a temporada”, disse o presidente. Certamente ganhou carta branca para montar sua tropa para brigar pelo acesso.

E a lista de jogadores tem vários conhecidos nossos. Começando pelo experiente goleiro Zé Carlos, a melhor saída de bola que eu conheço, ex-Criciúma, Avaí e Brusque. Na turma de confiança, estão o atacante Aldair, ex-Joinville, o meia Paulinho Oliveira, ex-Brusque que foi campeão em Concórdia e o volante Ruan, que saiu do Criciúma após problemas disciplinares e acabou "recuperado" por Ovelha no Bruscão. Destacam-se também o atacante Mateus Arence, ex-Inter de Lages e Hercílio, e o zagueiro Igor Candiota, egresso da base do Joinville.

No papel, o Cambura tem um time bem interessante. Vai ser um time no estilo Mauro Ovelha, com forte marcação e buscando saídas rápidas em contra-ataque. É uma das minhas apostas para os quatro semifinalistas. É o tal do time que segue a receita do acesso em Santa Catarina, com aposta em gente experiente no campeonato.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Conheça a Segundona: Almirante Barroso

CLUBE NÁUTICO ALMIRANTE BARROSO
Fundação: 11 de maio de 1919
Cores: Verde e Branco
Estádio: Camilo Mussi (particular) - 3000 pessoas
Presidente: Hélio Orsi
Técnico: Agnaldo Liz
Ranking BdR 2017: 11o. lugar
Catarinense 2017: 9o. colocado na Série A



O Barroso está de volta à segundona depois de um rebaixamento que teve requintes de controvérsia. O erro crasso de arbitragem em uma partida contra o Figueirense poderia ter mudado a vida do time verde e branco de Itajaí, que chegou à última rodada do último estadual com chances de se salvar. Não deu, e o time acabou caindo. Muitos achavam que o projeto não iria continuar, mas ele está aí, firme e forte. O clube busca o segundo título da Série B do Catarinense, depois de ser campeão em 2016 sob o comando de Renê Marques, hoje comandante do arquirrival Marcílio. E, assim como o Marinheiro, o Barroso também comemora seu centenário no ano que vem, no mês de maio. Tenta voltar à primeirona para festejar a data histórica na primeira divisão. E pode ficar tranquilo que o campo mais polêmico dos últimos anos está lá, firme e forte. O gramado sintético do Estádio Camilo Mussi foi reformado, e com a promessa de não ter as polêmicas linhas amarelas nos jogos oficiais.

Para 2018,  o Barroso aposta na experiência de Agnaldo Liz para tentar mais uma vez o acesso. Ex-zagueiro de boa campanha no Hercílio Luz ano passado, onde conquistou o primeiro turno e acabou misteriosamente demitido no segundo, tem 49 anos de idade (comemorará 50 no próximo dia 7 de junho), foi revelado no Figueirense na década de 80 e teve ótimas passagens como jogador. Já como técnico, iniciou em 2003 no Tubarão, acumulando grande ficha até aqui. Contratado por ser da casa e conhecer o mercado e os caminhos da segundona, o Barroso aposta em sua experiência e no feito do ano passado, quando passou o carro na primeira fase do campeonato, para conquistar uma das duas vagas na primeira divisão.


E, seguindo a velha regra do time "cascudo" para enfrentar a segundona, o Barroso investiu bem. Seu time de base tem colhido bons resultados no campeonato Estadual, com jogadores que poderão ser aproveitados. Da turma experiente, três nomes se destacam: o do volante Rudnei, ex-Avaí e Figueirense, o zagueiro André Luiz, ex-Botafogo, e um patrimônio da segundona, o mito Brasão,
36 anos, experiente atacante com vários acessos na sua ficha. Um trio que terá, num primeiro momento, que se adaptar ao campo sintético. Se der certo, poderá ajudar bastante na caminhada do Barroso.

O Almirante investe numa fórmula segura para chegar entre os quatro semifinalistas da Série B. Tem um departamento de futebol competente, investidores que seguram a barra e um elenco interessante, dentro do que é necessário em um campeonato como esse. Coloquei ele na minha lista de palpites para as semifinais. Com um técnico bom e um time interessante, o Barroso entra no campeonato com candidato sério a mais um acesso.