sábado, 24 de novembro de 2018

O Avaí chegou lá!

Frederico Tadeu / Avaí FC
Vamos ser sinceros que o jogo em si não teve aquele drama típico de uma decisão. Mas era tudo que o Avaí precisava. Um jogo em que o tempo passasse o mais rápido possível, sem criar muitas dificuldades para o goleiro Rubinho, que estava a um tempão sem entrar em campo. Correu tudo como o planejado: a Ponte Preta não teve força ofensiva (nem passou perto do time que construiu uma baita arrancada na reta final do campeonato) e o Leão não teve dificuldades em garantir o que lhe interessava. Missão cumprida.

Os números mostraram certa preocupação: chegou a um ponto que os números dentro de casa poderiam ameaçar o acesso, mesmo com retrospecto excelente fora da Ressacada (32 pontos). Houve uma pequena melhora, muito tímida, desse rendimento em casa, tanto que o time conquistou apenas 3 dos últimos 12 disputados em Florianópolis.

Geninho usou muito da sua experiência para fazer com que um elenco dentro da média se superasse para conseguir o acesso. Errou por algumas vezes, é verdade, principalmente em substituições, mas não há como criticá-lo neste momento porque o objetivo foi alcançado.

Para mim, o grande vencedor dessa caminhada chama-se Francisco Battistotti. Deu um jeito com um clube sem dinheiro, equilibrou-se aqui e ali e agora receberá como prêmio um orçamento bem mais gordo para trabalhar no ano que vem. Afinal, o acesso não tem apenas o efeito esportivo, com o retorno à elite e trazendo de novo os melhores times do Brasil para o seu estádio. Com isso também vem o novo modelo de contrato do Brasileirão e um aumento muito substancial das cotas de televisão.

Hora de comemorar, torcedor avaiano. Mais uma vez, a Ressacada lotada (e dessa vez, com invasão de campo) saúda seu retorno à primeira divisão. Alguns dias de festa e descanso, e depois é hora de planejar a próxima temporada, com um desafio muito grande pela frente: permanecer e ficar na Série A por um bom tempo.